Não acredito em certo e errado, pois penso que esses dois conceitos são relativos. Cada indivíduo tem seu conjunto de idéias e ideais que a ele são corretos ou errôneos, e ninguém pode afirmar que um elemento é totalmente certo ou não, já que o "certo" daquele a quem o dito elemento se refere é completamente diferente dos demais (quanto mais se tratando do meu). Por isso, não julgo; simplesmente aceito, ou não. Não perco meu tempo tentando mostrar aos outros o meu "certo", mesmo que este queira dizer uma visualização calculista sobre o assunto em pauta, como geralmente o é, e muito provavelmente seja o caminho mais frutífero a se seguir. E sou egoísta: coloco sempre o meu bem-estar na frente do de qualquer outro, seja lá quem for - e acredito que esta seja uma prática saudável, pois dela é resultado a segurança necessária para se viver bem consigo mesmo, independente do fator externo. Por ter adquirido essa segurança, me coloco no direito de não aceitar, e não me sentir culpado por não me incomodar em deixar algo para trás, junto com aqueles que sofrerão por este algo, sem ao menos questionar sobre a situação dos que não dispõe de tanta coragem. E abandono completamente por ser extremista: odeio meios-termos, odeio paz armada. No meu campo, são todas as rosas ou nenhuma, um tiroteio ou silêncio absoluto. Faço questão de não guardar qualquer esqueleto em meu armário, e os enterro em leitos fundos como aqueles destinados a corpos radioativos, para serem devorados pela passagem do tempo, e nunca mais lembrados senão pela lápide que os guarda. Mas sou compreensivo o suficiente para lutar contra toda essa profundidade - esse esquecimento - com uma pá, se a causa valer a pena.
Adeus, velho amigo. Fizeste parte de minha vida por um longo período, e foste fundamental nela ao iluminar as escolhas que eu viria a fazer, todas corretas, e nenhuma da qual me arrependo. Serei eternamente grato por todos os momentos que me foram propiciados nesse tempo pela figura caridosa que um dia foste, o voluptuoso leão branco. Mas chega a hora de partir, e deixar os fantasmas do passado em seu devido lugar: no passado. Foi um prazer, enquanto foste verdadeiro a ti mesmo. Boa sorte, e mais uma vez, obrigado.
- Ao som de: Deftones - Beware -
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Clima Tempestuoso
Primeiramente, gostaria de pedir perdão pela minha ausência nesse blog. Tenho andado um pouco enrolado por estar namorando, e ao mesmo tempo, tendo que dar atenção aos meus amigos, paralelamente a curtir o Carnaval; some a isso um período de confusão mental, e temos um blog abandonado. Prometo remediar esse mal que nos aflige, digam Deus-bomba.
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O ser humano é, por essência, um ser egoísta. Toda a nossa vida é regulada pela nossa própria existência, ignorando o mundo que nos cerca, e a escala de comparação é sempre a nossa própria. Assim como comemoramos a chegada do segundo milênio pós-Jesus Cristo - quem vai me dizer "aleluia" - com um fervor sem igual, quando o planeta tem bilhões de anos e o universo, incontáveis milhares a mais. Temos essa doença degenerativa da visão, que diferente das outras, vira os olhos para trás. E mesmo quando nos convencemos de que somos conscientes, enganamo-nos: o falso estado de consciência do universo ao redor de cada um é derivado do simples ato de se tapar os olhos enquanto olhamos diretamente para dentro de nós mesmos. Nesse falso estado de iluminação, cegamo-nos, por mais irônico que o seja. E assim, transcedemos para o outro lado do campo, o lado que repudiamos ao encontrarmo-nos superiores e donos de nós mesmos em relação aos que não compartilham dessa falsa dádiva. Cegamo-nos, e assim, perdemos a consciência do que nos circunda. Cegamo-nos, e nos enganamos, mentimos pelos dentes para o espelho; e enquanto pensamos sermos mais fortes e mais capazes, somos apenas mentirosos e cegos.
E aqueles que alcançam a verdadeira consciência são eternamente malditos. São os que sempre sentirão o peso das verdades que ninguém conclui, e das dúvidas que ninguém enxerga. Os eternos insatisfeitos, os sempre introspectivos, aqueles que carregam em suas costas o peso de sua própria experiência com o mundo dia após dia. São os que vêem através do que não gostariam de ver.
Imagine-se plantando uma árvore. Pegue a semente, imaculada e impotente, e plante-a em solo fértil, adubado. Cuide dela: regue-a disciplinadamente, corte os galhos que arriscam seu bem-estar, proteja-a de predadores. Com o tempo, sua semente se transformará numa muda, e daí, para uma frondosa árvore, ganhando rigidez, presença, tamanho, e a capacidade de gerar frutos e sombra. Mas por mais que o crescimento dessa árvore tenha sido, em boa parte, devido ao seu árduo compromisso para com o desenvolvimento da mesma, ela nunca irá em sua direção. Uma árvore sempre crescerá em direção ao Sol, e por consegüinte, distanciando-se das mãos que manusearam o regador.
A mesma luz que só os iluminados vêem é a luz que tira deles tudo que eles amam.
Assim como são as coisas, são as pessoas; e tudo se define por fototropismo.
- Ao som de: A Perfect Circle - Weak And Powerless -
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O ser humano é, por essência, um ser egoísta. Toda a nossa vida é regulada pela nossa própria existência, ignorando o mundo que nos cerca, e a escala de comparação é sempre a nossa própria. Assim como comemoramos a chegada do segundo milênio pós-Jesus Cristo - quem vai me dizer "aleluia" - com um fervor sem igual, quando o planeta tem bilhões de anos e o universo, incontáveis milhares a mais. Temos essa doença degenerativa da visão, que diferente das outras, vira os olhos para trás. E mesmo quando nos convencemos de que somos conscientes, enganamo-nos: o falso estado de consciência do universo ao redor de cada um é derivado do simples ato de se tapar os olhos enquanto olhamos diretamente para dentro de nós mesmos. Nesse falso estado de iluminação, cegamo-nos, por mais irônico que o seja. E assim, transcedemos para o outro lado do campo, o lado que repudiamos ao encontrarmo-nos superiores e donos de nós mesmos em relação aos que não compartilham dessa falsa dádiva. Cegamo-nos, e assim, perdemos a consciência do que nos circunda. Cegamo-nos, e nos enganamos, mentimos pelos dentes para o espelho; e enquanto pensamos sermos mais fortes e mais capazes, somos apenas mentirosos e cegos.
E aqueles que alcançam a verdadeira consciência são eternamente malditos. São os que sempre sentirão o peso das verdades que ninguém conclui, e das dúvidas que ninguém enxerga. Os eternos insatisfeitos, os sempre introspectivos, aqueles que carregam em suas costas o peso de sua própria experiência com o mundo dia após dia. São os que vêem através do que não gostariam de ver.
Imagine-se plantando uma árvore. Pegue a semente, imaculada e impotente, e plante-a em solo fértil, adubado. Cuide dela: regue-a disciplinadamente, corte os galhos que arriscam seu bem-estar, proteja-a de predadores. Com o tempo, sua semente se transformará numa muda, e daí, para uma frondosa árvore, ganhando rigidez, presença, tamanho, e a capacidade de gerar frutos e sombra. Mas por mais que o crescimento dessa árvore tenha sido, em boa parte, devido ao seu árduo compromisso para com o desenvolvimento da mesma, ela nunca irá em sua direção. Uma árvore sempre crescerá em direção ao Sol, e por consegüinte, distanciando-se das mãos que manusearam o regador.
A mesma luz que só os iluminados vêem é a luz que tira deles tudo que eles amam.
Assim como são as coisas, são as pessoas; e tudo se define por fototropismo.
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