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quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Recordações e Reminescências - Parte I (esquisitices)

Eu definitivamente não queria escrever hoje. Queria muito estar dormindo, como eu consegui a algumas horas atrás. Mas não consigo mais agora e decidi honrar minha dívida com o Blog, bem relembrada hoje pelo Oráculo.

Meu grande problema para tudo (até para postar no Blog) ultimamente, assim como o Oráculo é simples, banal, um processo da vida: O Vestibular.

Até o meio da semana passada, eu estava muito bem, agradeço. Mas chegou a hora de fazer as provas que eu tanto ansiei e eu tremi nas bases. Especialmente quando eu devo me aprofundar nos estudos para as segundas fases, o que e REALMENTE temo. Sei que não estou estudando o bastante, nem de longe. Segunda eu fui em um Founde, terça ao cinema, hoje à um rodízio e nem tenho a menor perspectiva de estudar seriamente até o fim da semana.


E o foda é que esses nervosismo está começando a fuder com meu psicológico. Minhas esquisitices estão ficando piores, minhas manias estão ficando mais acentuadas.

Nos últimos dias, voltei à escutar música clássica, coisa que eu não fazia desde os 10 anos de idade (é ótimo, ajuda quando eu tento estudar história), além de ter adquirido os péssimos hábitos de morder minha mão, de fazer minha caneta pular, de jogar jogo da velha sozinho (dá pra ganhar) e de "pensar alto" [sem contar que tenho me sentido carente, igualzinho um milkshake do Bob's]. Eu tento esconder essas coisas e elas seriam até engraçadas, não fosse pelos olhares que as pessoas me dão quando reparam. Eu me sinto realmente imbecil quando alguém repara que eu enchi minha ficha com "X" e "O" sem nem mesmo reparar no que eu estava fazendo.


Mas o pior nem são essas coisas. É a dificuldade no sono mesmo. Eu sei lá, eu durmo à toda hora, mas também fico acordado, alternando entre micro-sonhos e a cama. E todo dia, eu amanheço cansado, e sempre que chega à noite eu começo a ficar fodido de sono. Não importa onde eu esteja, seja num ônibus, em casa ou num restaurante, quando começa a ficar tarde, minha língua começa a ficar presa e nínguem mais entende o que eu digo. Daí minha cabeça fica pesada e cada vez que eu pisco, eu demoro mais tempo para abrir os olhos. Se eu os deixo fechados por mais de 5 segundos, começo a delirar. É como sonhar, só que dá pra abrir os olhos e voltar. O foda é que o sono de vez em quando causa alucinações. Hoje, por exemplo, num ônibus vazio, eu fechava os olhos e via pessoas sentadas nos bancos, piscava e elas não estavam mais lá. Porra, foi realmente surreal. De vez em quando, parece até que eu estou em um navio e as coisas estão se deslocando o tempo todo, se inclinando para a esquerda e para a direita; para a esquerda e direita....


Detesto ter problemas assim. A última vez que eu tive um problema psicológico, eu tinha 11 anos de idade e, após de engasgar com um caroço de pipoca enquanto via "Pokémon, O Filme" com o Oráculo no extinto Cinema Icaraí, fiquei 6 meses apenas me alimentando de sopas e caldo de feijão, com medo de me engasgar caso comesse algo sólido. Foi foda, duro pra cacete. Eu emagreci bastante (eu era bem gordinho), mas se tivesse um "Bolão Pé Na Cova" na minha família, tenho certeza que todo mundo iria apostar em mim.

A minha situação não está nem perto da que ocorreu comigo na época, mas eu sei que se eu continuar nesses ritmo, vou ficar maluco ou paranóico.


Ainda bem que essa porcaria toda vai acabar agora em Dezembro. Espero voltar a dormir normalmente, certamente que sim, pois eu preciso disso. Enquanto isso, vou ter que estudar, porque afinal de contas, eu tenho de fazer isso, não? Todo mundo espera isso e eu não posso decepcionar todo mundo. Especialmente à mim mesmo. Porque eu tenho certeza que caso eu não passe esse ano para a faculdade pública que eu quero, aí sim eu ficarei realmente esquisito. Torço para que não. Para o meu bem e o de todos que andam ao meu redor, afinal, ter um maluco de estimação em casa, apesar de ser modinha nunca é legal ^^



Ao som de: Frederic Chopin Ballade No. 1 in G Minor, Op. 23 ~
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E vem chegando o Vesibular! Ò.Ó!!!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Migração

É quando as luzes se apagam que dói um pouco mais. Que morro um pouco mais. Que desejo mais estar menos sóbrio. Quando as luzes se apagam... Dói muito. E não tenho luz própria pra aliviar minha mente.
Quando as luzes se apagam, e o aplauso cessa, o Pierrot tira a maquiagem, e por trás do sorriso, dói muito.
Quando a festa acaba, e não existem braços aconchegantes, as luzes se apagam, e dói demais. Dói demais.

Boa sorte, felicidades. Prometo manter em segredo sua tristeza.
É o mínimo que posso fazer. É só o que posso fazer.

Você nunca devia ter dito "sim" quando realmente intendeu dizer "não".

- Ao som de: Basement Jaxx - Lights Go Down -