Esse segundo poema é um dos meus mais antigos, porém, meu favorito. Não me preocupei muito com a métrica, mas adoro as imagens dele. Chama-se "Elegia Ao Vento".
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Uma salva de memórias que não pude manter
Com o tempo viraram fotos em molduras belas
Torrentes de lembranças que comigo não pude trazer
Enquanto o mundo continua, a chuva bate contra as janelas
As árvores sibilam com ventos e suspiros rarefeitos
Não tenha medo, criança, é só a sua fria solidão
Esperança que se foi e deixou um vazio dentro do peito
Delicada borboleta iluminada pela luz do trovão
Não se preocupe, meu filho, a tormenta irá embora
No fim são tudo lágrimas, e é só o vento lá fora
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E é isso. Aqui termina esse festival de garrafas vazias, camas desfeitas, cigarros no chão, noites e sorrisos intermináveis chamado "férias". Tudo volta ao normal, tudo volta a ser cinza de novo, enquanto esperamos pelo próximo período em que nos consideraremos livres; o mesmo período que nos dará força pra aguentar a semana.
Deixo aqui agradecimentos para todos que compartilharam desse período comigo, e que ajudaram a construir uma das melhores férias que já tive. Até a próxima!
Bom, acho que a partir de agora, os posts aqui vão diminuir drasticamente em frequência. Prometo compensar com qualidade, folks!
E perdoem-me pelo nostalgismo precoce do meu post, mas já estou sentindo saudades das férias.
- Assistindo: Hoodlum - Homens Perigosos -
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segunda-feira, 30 de julho de 2007
domingo, 29 de julho de 2007
Cama Desfeita (Parte Um)
Bom, pra fechar as férias com elegância, estarei postando nesses últimos dois dias meus dois poemas favoritos de autoria própria. Não que eu me ache tão talentoso assim, mas acho que essas férias merecem uma cerimônia apropriada para seu desfecho.
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O primeiro, e mais recente dos dois, é um soneto que escrevi para usar em uma das músicas da minha banda. É um dodecassílabo, com sílabas tônicas na segunda, quinta e décima segunda sílabas de cada verso. Batizei-o (assim como a música que o contém) de Revolvering Sonnet.
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Fizestes velada o que quisestes sonhando
Na noite calada, mascarastes o plano
Manteves de mim os teus segredos em cando
Abriste tuas asas negras, pluma e melasmo.
E de olhos fechados, desferistes o beijo
Com cheiro de pólvora, que tira-me o sono
Na pele sedosa, marca à fogo o desejo
De achar-te tão pura, tão carente marasmo.
Vasculho este breu por tua brisa perfumada
O cheiro da orquídea, minha amante roubada
Dissolve no vento de soluço e espasmo.
Pois saiba que sofro ainda de nossa contenda
Acima de tudo, porém, quero que entenda
Porque, do soneto, fez-se estéril sarcasmo.
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Espero que seja do agrado de vocês.
- Ao som de: Sonic Youth - Unmade Bed -
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O primeiro, e mais recente dos dois, é um soneto que escrevi para usar em uma das músicas da minha banda. É um dodecassílabo, com sílabas tônicas na segunda, quinta e décima segunda sílabas de cada verso. Batizei-o (assim como a música que o contém) de Revolvering Sonnet.
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Fizestes velada o que quisestes sonhando
Na noite calada, mascarastes o plano
Manteves de mim os teus segredos em cando
Abriste tuas asas negras, pluma e melasmo.
E de olhos fechados, desferistes o beijo
Com cheiro de pólvora, que tira-me o sono
Na pele sedosa, marca à fogo o desejo
De achar-te tão pura, tão carente marasmo.
Vasculho este breu por tua brisa perfumada
O cheiro da orquídea, minha amante roubada
Dissolve no vento de soluço e espasmo.
Pois saiba que sofro ainda de nossa contenda
Acima de tudo, porém, quero que entenda
Porque, do soneto, fez-se estéril sarcasmo.
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Espero que seja do agrado de vocês.
- Ao som de: Sonic Youth - Unmade Bed -
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