segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Dia de Ano Novo

Em nome da equipe do Blog da Insônia - já que o Smokey resolveu tirar férias do serviço e me deixou na mão pra tomar conta dessa porra, - desejo a todos vocês um coração partido e um próspero Ano Novo. Praqueles que ficam, um abraço caloroso, uma fotografia, muito prazer, adeus. Praqueles que vão, dê-mos as mãos: dançamos numa linha tênue, matamos os nossos sonhos em mescalina, olhamos para a Lua, Zeus e para o paraíso, e brindamos a sinfonia das cápsulas em nosso caminho; agora, damos as mãos por sobrevivermos mais um ano nessa guerra de trincheiras que chamamos de "vida". E que vida maravilhosa é essa... Que ano maravilhoso foi esse.

Aos irmãos, sorrisos.
Aos amantes, beijos.
Aos inimigos, abraços.
E a todos, sem exceção: longos dias e belas noites, desse pistoleiro que os saúda.

- Ao som de: Thursday - Tomorrow I'll Be You -

domingo, 30 de dezembro de 2007

Oráculo Music Awards 2007!

Dezembro chega ao fim, e com ele o ano de 2007. E com o fim deste, chega a hora do Oráculo eleger aqui os melhores da música desse ano que se passou! Sim, claro, digam Deus-bomba!

Melhor música - Streetlight Manifesto - Down, Down, Down To Mephisto's Cafe
Melhor álbum - The Number Twelve Looks Like You - Mongrel
Melhor artwork - Circa Survive - On Letting Go
Melhor letra - House Of Blow - Afghani Black
Melhor single - Rihanna (feat. Jay-Z) - Umbrella
Melhor produção - The Dillinger Escape Plan - Ire Works (Steve Evetts e Ben Weinman)
Revelação do ano - Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmare
Menção honrosa: The Blood Brothers (R.I.P)
Menção honrosa: o retorno triunfal do Glassjaw
Menção honrosa: o show do Deftones em São Paulo

Óbvio que isso tudo segue os meus parâmetros e conceitos musicais. Sintam-se livres para discordar ou ignorar tudo. E quem vier chiar por conta da Rihanna, vá se foder.

- Ao som de: The Blood Brothers - Giant Swan -

sábado, 29 de dezembro de 2007

Mulher de Fases

Que mulher ruim
Jogou minhas coisas fora
Disse que em sua cama eu não deito mais não
A casa é minha, você que vá embora
Já pra saia de sua mãe e deixa meu colchão

Ela é pró na arte de pentelhar e aziar
É campeã do mundo
A raiva era tanta que eu nem reparei que a lua
diminuia
A doida tá me beijando há horas
Disse que se for sem mim não quer viver mais não
Me diz, Deus, o que é que eu faço agora?
Se me olhando desse jeito ela me tem na mão
"Meu filho, aguenta.
Quem mandou você gostar
Dessa mulher de fases?"

Complicada e perfeitinha,
Você me apareceu.
Era tudo que eu queria,
Estrela da sorte.
Quando à noite ela surgia,
Meu bem, você cresceu...
Meu namoro é na folhinha,
Mulher de fases.

Põe fermento, põe as bombas
Qualquer coisa que aumente e a deixe bem maior que o
Sol
Pouca gente sabe que, na noite, o frio é quente e arde
e eu acendi
Até sem luz dá pra te enxergar o lençol
fazendo congo-blue
É pena, eu sei, amanhã já vai miar... Se aguente,
Que lá vem chumbo quente!


Precisa dizer mais?

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O Oráculo está de volta, e pelo visto, o Smokey abandonou o blog às moscas.
Dude, eu sei aonde você mora. Esteja avisado.

- Ao som de: The Blood Brothers - Vital Beach -

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Vespas de Natal

Feliz Natal à todos os frequentadores do Blog da Insônia! Que as resoluções de todos vocês durem muito mais que as minhas, que os sonhos mais longínquos cheguem cada vez mais perto, e todas essas viadagens semi-poéticas que todo mundo já encheu o saco de ouvir à essa altura do ano. Curtam bastante essa data: encham a cara e peguem barangas pra esquecerem-se do ocorrido no dia seguinte, pulem sete ondas pra convencerem-se de que Iemanjá vai apoiá-los no que desejaram (ao invés de tomar tudo de vocês no fim das contas), finjam gostar de seus primos e tios chatos pra caralho pelo bem comum da família, comam pernil com farofa estragada e tenham uma diarréia cruel no dia seguinte. Não esquecendo de viajar seis horas pruma estrada de 1km ao longo de uma praia fedida que os habitantes gostam de chamar erroneamente de cidade.

Ah, é, o único que vai se atrever a fazer isso sou eu.

- Ao som de: Radiohead - Sit Down, Stand Up -

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Ateando Fogo A Gigantes Adormecidos

Amanhã é minha colação de grau. Depois dela, festa de formatura. E no dia seguinte, outra festa de formatura; em ambas estarei acompanhado por bons pistoleiros, e por um belo Sol brilhando eterno em meu favor. Dois dias seguidos de tiroteio. Quase me sinto descendo a Colina de Jericó.

"Pandemônio" não é a palavra certa, mas é a primeira que me vem à mente.

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Queria ter coragem de abrir a minha boca e quebrar a parede de silêncio entre nós. A parede que você não vê, mal sabe que existe, mas que ainda assim, está lá. Você não a percebe, porque outras frases são ditas em outras direções, sem sentido, sem emoção, sem propósito. Mas nela, ficam retidas as mais importantes. Residindo nelas, palavras nunca ditas por medo, distração ou pura e simples insensibilidade. Palavras que eu acorrrento à minha garganta, numa luta desesperada pra fazê-las voltarem pra dentro da minha cabeça - ou qualquer outro órgão mais facilmente associado a emoções, - evitando que você as ouça e as dispense em seguida, para morrerem como zangões buscando a rainha. Queria ser bravo o suficiente para ser sincero com você, como sou com todas as outras criaturas desse mundo. E não é que eu minta; nunca, nem pra você, nem pros meus piores inimigos. É só uma questão de delicadeza: como em manusear um objeto quebradiço. Muita força, e o vidro se parte, a areia corre pela rachadura, e o tempo se perde. Mas pouca força não gira a ampulheta. E você me conhece o suficiente pra saber que eu odeio meio-termo. É só uma questão de não ter medo do passado, enterrar o que aconteceu e deixar acontecer. Mas dizer é fácil, e mesmo dizendo, amanhã eu ainda não direi que senti sua falta durante cada dia em que não te vi, que quero ficar com você de verdade, que adoro sua companhia, e que realmente gostaria de passar mais tempo com você. Não direi que eu decido, sim, embora à essa altura da partida você já não acredite nisso. Decido, sim, e muito bem, mas tenho medo de que você não vá aguentar as consequências dessas decisões; medo de que você não vá ficar ao meu lado quando o tiroteio começar.

- Ao som de: The Dillinger Escape Plan - The Mullet Burden -

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O Segundo Pé

Quando eu passei pra segunda fase de Direito na UFF com 50 pontos sem inglês, todo mundo disse que eu estava com um pé lá dentro.
Agora, um telefonema do Turtle Boy me informou que minhas notas em história e português estavam na casa dos 7,5 pontos e que eu tirei 9,7 na redação (!!!!!!!!!) [o que talvez se deva em grande parte à este blog].
Ou seja, eu estou praticamente com um segundo pé lá dentro. Não vou afirmar que eu já entrei, mas acredito que isso é bem provável. Eu tinha até feito a matrícula pra PUC ontem e tinha ficado com medo de não passar pra UFF, a única faculdade que eu realmente queria estudar, e ter que estudar no Rio.
Mas...parece que não vai ser assim, afinal de contas!
Só tenho uma coisa a dizer:

YEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEYYYYYYYYYYYYY!

Puta merda.
Passar no Vestibular é realmente mais legal do que parece!
Pra quem não conseguiu, vai uma dica: Não desanime e tente denovo! Sentir que foi aprovado é foda!
Agora só falta esperar a lista de classificação com a confirmação em Janeiro...que é ou quando eu saio pra jantar em comemoração ao sucesso ou quando entro em depressão com o fracasso e me jogo da Ponte Rio-Niterói no Vão Central!

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Tá chegando o Natal!
E amanhã eu devo desbloquear o meu Wii e comprar um Sensor Bar novo!
Só falta decidir qual chip botar!
Hohoho! =]

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Ah!
E amanhã (hoje, né?) na Colação de grau, eu devo tocar junto com mais um quinteto representando a Orquestra La Salle.
Wish me luck, porque eu vou precisar!

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"9,7 na redação?

YEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEYYYYYYYYYYYYY!"

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

The Perry Bible Fellowship









Hoje eu vou falar de um de meus sites preferidos de Webcomics, o The Perry Bible Fellowship.
Eu sou um grande fã de Webcomics cômicas online, que podem variar desde desenhos e pequenas tirinhas até revistas inteiras.
Podem ser encontrados diversos desses sites, como o Malvados, Allan Sieber, Gone with the Blastwave e Linha do trem, só para citar alguns dessa infinidade.
No entanto, um que recentemente chamou a minha atenção é o The Perry Bible Fellowship.Com uma forte dose de humor negro, esse site consegue satirizar o cotidiano, gerando situações hilárias ao levar situações normais e clichês clássicos ao extremo. O melhor de tudo é que nem todas as piadas são dadas "na cara". Algumas requerem um conhecimento específico em determinado assunto ou um forte raciocínio associado com uma excelente observação de todos os detalhes das tirinhas.
As tiras, escritas e desenhadas por Nicholas Gurewitch variam no traço, desde desenhos aparentemente "infantis", até tirinhas que se aproximam de obras de arte.
O único porém é que todas as tirinhas são escritas em inglês, e para se entender todas as situações, é necessário um conhecimento forte nessa língua.
Altamente recomendado, se alguém quiser me comprar a edição de capa dura, fique à vontade =]

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Mais algumas tirinhas (com tradução ao lado):



"Escorpi, o Amiguinho da Floresta"






Tira 1: "Chamando todos os Amiguinhos da Floresta! Um jogo de segurar no rabo vai começar!"
Tira 3: "Só uma rodada e o Rookie já cansou!"
Tira 4: "Começando o round dois! Vamos lá Escorpi!








Tira 4: (Lê-se na faixa) "Polícia de New York, não ultrapasse"







"Guerra de comida!"















Tira 1: "Deborah, eu não encontrei sobreviventes"
Tira 2: "Especialmente não ali."
Tira 3: "Não Frank. Agora não."
Tira 4: (os corpos formam) "QUER CASAR COMIGO?"


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Só não posto mais porque o Blog não permite que elas fiquem em seu tamanho original, o que tira um pouco a graça...
Bem...taí então, um site recomendado por Tio Smokey!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Desejar

"O que você quer?" - é a pergunta. O que desejas tão intensamente que te faz abrir os olhos de madrugada, durante seu repouso merecido? O que faz sua pele secar de ansiedade quando o momento se aproxima? É o mesmo que sempre quisestes, ou é algo novo, provavelmente inacabado? É alguém, algo, quando, ou você mesmo?
Mas mais importante do que isso: é o que você realmente quer? É o que você precisa? É algo sem o qual seus dias de verão são raios de um sol doente e cinza, e os invernos tem a força de um estouro de manada? Ou é só mais um capricho dessa sua existência mundana e tediosa procurando redenção num mundo onde ninguém pode ser salvo, e mesmo que pudesse, não poderia contar com a ajuda dos outros, ocupados demais tentando salvar a si próprios?
Mas por que você quer? Por que isso, e não outro coisa? Por que isso, e não o extremo oposto? Os motivos que te fazem querer o que quer agora são os mesmos motivos pelos quais julgas o caminho a trilhar, ou é uma extravagância, uma exceção? É um desejo instantâneo ou um imortal?
Afinal de contas, o que você realmente quer?

- Ao som de: The Blood Brothers - Giant Swan -

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Estradas

Moçada, estou viajando hoje, sexta-feira. Volto apenas no domingo. O Smokey fará companhia a vocês no meio tempo, eu prometo, então não fiquem solitários, tá? Tio Oráculo volta em dois tempos. E quando voltar, tem um puta post pra fazer. Sabe aquele post que divide eras no blog? Esse post.

- Ao som de: Radiohead - Idioteque -

Interlúdio

Três horas da manhã, e eu ainda estou acordado, sem qualquer sono -
insônia.
Meu corpo inteiro dói, e eu mal consigo me levantar dessa cadeira -
doença.
Estamos em Dezembro, eu espero me trazerem o que eu quero -
covardia.
Está chovendo, e o romance está morto, afogado na tempestade -
desapontamento.
Eu não sei o que tá havendo comigo, mas seja lá o que for, está errado -
esperança.
Acordar no pior dia da minha vida, acordar beirando a reta final -
ansiedade.
Dormir mergulhado em águas doces e quentes, simplesmente não dormir -
medo.
Um novo começo, o último final -
crescendos, aplauso, verde, dourado.

- Ao som de: Parkway Drive - It's Hard To Speak Without A Tongue -

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Algo Que Nunca Terei

É essa merda desse coeficiente, fodendo a minha vida mais uma vez. Outra vez o tive em mãos, outra vez o deixei escapar entre meus dedos; outra vez tive uma chance, e outra vez desperdicei. Será que foi culpa minha mesmo? Ou será que só não deve ser? Será que eu estou falando um monte de merda, e que nada se perdeu, só se alterou, ou nem isso? Eu confio na minha intuição; quem atira com a mão, esqueceu a face do próprio pai. E ela diz que eu afundei pela última vez nesse poço de lama, e que dessa vez eu não saio.

- Ao som de: Carnifex - Lie To My Face -

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Pedreiros da Puta que o Pariu !!!!

PUTA QUE O PARIU, PUTA QUE O PARIU, PUTA QUE O PARIU!!!!
Esse não é um post engraçado.
É mais um desencarno de consciência.
É um post de um cara puto. O tipo de putice que te faz querer isolar o seu modem com um taco de beisebol. E te faz querer ligar para a assistência técnica da internet pedindo um técnico, e quando ele entra em sua casa você o surra até a morte com o taco. E depois o esquarteja, junta os pedaços em várias poses exóticas, tira um monte de fotos de envia para a viúva!
Deixe eu explicar o caso.
Acontece que recentemente minha mãe contratou um pedreiro para pintar a minha casa.
Foi um trabalho complicado, pois envolveu retirar todos os livros e deslocar os móveis, cobrí-los para não sujar de tinta e etc.
Pois bem. Assim tudo ia. As coisas foram tiradas do lugar e o quarto foi pintado. Após isso, deslocaram os móveis para seus lugares de origem, entre eles a escrivaninha gigante do meu quarto.
E hoje pela manhã, o que eu descubro?
O FILHO DA PUTA DO PEDREIRO ROMPEU O FIO DO SENSOR BAR DO MEU WII QUANDO EMPURROU O MÓVEL DE VOLTA!!!
WAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!
Puta que o pariu, o fio foi literalmente PARTIDO E DESCASCADO!
Sem o sensor de movimento, não tem como rodar nem mesmo os jogos de Gamecube!
Caralho, e o pior é que o eu teho 99% de certeza que o Sensor Bar não é vendido avulso do videogame, e é óbvio que nesse país subdesenvolvido de merda não vai ter uma assistência técnica que vá consertar essa merda!
Porra, agora que eu ia desbloquear aquela porra do Wii e ia finalmente jogar pra valer nessas férias...
Puta merda, que pedreiro da puta que o pariu! Agora vamos ver como eu resolvo essa situação ¬¬...

OBS: Eu tinha jurado para mim mesmo que nunca iria postar esse vídeo no blog por o considerar infame, mas PUTA MERDA, entendo exatamente como o "Chefe" se sente agora!!



VAI TOMAR NO CÚ, PEDREIRO FLAMENGUISTA DE MERDA!

Se te pego, enfio o Wiimote bem fundo no teu cú como vingança!

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Poxa.
Me sinto bem melhor. ^^

"-Furo o Buraco?
-Que buraco?
-O outro buraco, porra!
-Ué, furei, esse buraco aqui, ó.
-Não animal, o outro, caralho!
-VAI TOMAR NO CÚ, PORRA!"

Estelar

Sorria, e o mundo sorrirá com você. Chore, e chorarás sozinho.

Um dia embrulhado numa bolha de tempo.
Uma brisa despedaça esse vítreo momento.
Um olhar de doçura que os espinhos embota.
Uma janela se abre prum canteiro de rosas.
Um segundo se passa, tão meu quanto seu.
Uma nuvem se esvai e a rosa cresceu.

Foi tudo muito dezenove, mas eu sorri do mesmo jeito.

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Não reparem no pedaço de poesia ali em cima. Foi meio espontâneo, então segurem as pedras.

- (Ainda) ao som de: Secret Lives Of The Freemasons - It Only Took A Whisper

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Com Nada Por Baixo

Ah, como eu te quero. Te vejo tão linda assim, do meu lado, tão parecida comigo, mas tão diferente, e vejo que eu e você não devíamos - nem podemos - estar separados. Seu lugar é comigo, e eu posso te fazer feliz; posso te fazer melhor, mais forte, uma pessoa mais completa. Mas eu não tenho coragem... Eu me contento em olhar pra você, enquanto você olha pra mim, e nós dois sorrimos, como amantes no Ano Novo, e nos convencemos que esse ano ficaremos juntos. Ah, como eu te desejo. Se só você soubesse o quanto eu penso em você... Quantas noites eu já lembrei da sua voz antes de dormir... O quanto você me hipnotiza. Queria saber se você ainda me quer como já quis, embora saiba que você nunca vai me querer tanto quanto te quero. Mas tudo bem, eu aprendo a viver com isso; nesses anos, aprendi a ser um homem mais forte do que qualquer coisa que aconteça. Eu só queria te beijar outra vez, e dessa vez, com emoção, com esperança, não com medo e insegurança, como das outras vezes. Queria sentir esse seu beijo, que me amaldiçoa, e eu lembro exatamente como seus lábios tocam os meus, e se encaixam perfeitamente, como metades separadas de um círculo. Brinca com o amor, querida, brinca como a menina sem juízo que és, porque um dia você será minha, e um dia eu vou te fazer feliz. Esse teu coração de menina vai perceber que ninguém além de mim vai te fazer completa. Você brinca com o amor, mas tudo bem, eu espero você amadurecer. Por você, eu espero até o fim do mundo. Nossas peles formam o mesmo desenho, nossos olhos, o mesmo mosaico. Ah, como você é linda. Eu perderia a noite escrevendo sobre você. Seu cabelo, seu olhar, sua voz, seu sorriso, sua ebriedade, sua falta de segurança, sua incerteza, seus ventos nordestes colidindo com os ventos frios do sul e dançando ao som de trezentas folhas caindo no Outono duradouro entre os dois palmos que nos separam. Continue apaixonada por mim, desse seu jeito eloquente e juvenil, e eu vou estar sempre amarrado entre seus dedos, e sorrindo como sorrio agora, quando devia odiar a minha vida por não te ter, mas a adoro e cortejo por te ver. Eu, pistoleiro por formação, mestre no ofício, ajoelho à sua vontade, se assim você quiser. Faço qualquer coisa por você, e queria que você tivesse coragem de fazer por nós dois o que eu não tenho coragem de fazer por mim mesmo: dar o primeiro passo. Começar, virar a chave, ligar a ignição, dar o primeiro sopro, o primeiro beijo, a primeira palavra. Por mais cabeças que eu conte na minha parede, a sua vai sempre ficar vaga, se depender de mim. Você me drena a coragem, bela sirene. Perto de você, eu me torno menos que um pistoleiro, menos que um cavalheiro, menos que um homem, menos que um garoto: me torno um trilhador de cordas-bambas, e um poeta vagabundo, morto por uma culpa de artista.

Você brinca apaixonada, você raramente continua apaixonada; posso dizer que você desistiu de seu coração, queimando nossas bocas e nossos olhos e nossos olhos e nossos olhos e nossos olhos e nossos claros olhos em luzes douradas e verdes que nunca esqueceremos pelo resto de nossas vidas.

Eu estou feliz. Não sei porque, pois não devia estar. Mas estou feliz. Sorriam, ergam seus copos, e sejam maiores que a sorte. Enquanto permanecermos interiormente superiores à sorte, ao acaso, ou ao destino, seremos eternamente felizes. Um brinde, senhores, à uma noite que lembraremos pro resto de nossas vidas.

- Ao som de: Secret Lives Of The Freemasons - It Only Took A Whisper -

domingo, 9 de dezembro de 2007

Andando Sobre A Lua

Minha lista de arrependimentos agora conta com mais um item: "não ter ido ao show do The Police no Maracanã". Puta, quem viu o show e curte a banda deve ter ficado tão de boca aberta quanto eu. Impressionante como o Sting ainda consegue manter o desempenho dele, e o show deles ainda tem uma puta vibe, mesmo depois de tantos anos. Eles ainda fizeram o favor de abrir o show com Message In A Bottle, que tem uma das linhas de guitarra mais maneiras que eu conheço. Daí em diante, foi só porrada: Don't Stand So Close To Me, King Of Pain, Every Breath You Take, So Lonely, só as peso-pesado. Destaque também pros Paralamas do Sucesso, uma banda respeitável que depois de tantos anos e uma tragédia lastimável ainda consegue fazer um show de qualidade, tocando seus clássicos como Meu Erro, Vital E Sua Moto e Lanterna Dos Afogados - essa última sendo uma das mais bonitas canções da MPB, na opinião deste que vos redige.
E eu não fui, por causa da maldita prova da UFF, que nem fazer eu irei. Ó, Discórdia.

Mas ei, eu fui no Deftones em São Paulo. Morte aos infiéis.

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Fuçando pela internet, me deparei com um projeto de filme nacional que me despertou o interesse. Pra quem não sabe, eu sou fã de filmes de zumbis, assim como de Glassjaw e Stephen King. Quando conheci o projeto, fiquei entusiasmado com a idéia. A qualidade da produção é excelente, tratando-se de um filme C, especialmente o trabalho de maquiagem. O filme se chama "Sob A Lama do Mangue Negro", e é dirigido por Rodrigo Aragão. Tá aí o trailer:

YouTube - Sob a Lama do Mangue Negro

- Ao som de: The Police - Message In A Bottle -

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

A última viagem do Caliquetchmonirab

O Blog da Insônia , como todos bem sabem, é escrito principalmente em noites insones. E o comentário que o Oráculo fez acerca de mim me deixou chocado: "Cara, parece que um ônibus passou por cima de você, você precisa descansar." (Ele já está de férias e eu me matando de estudar, hauehuaheuahue, me fudi...).

E justamente quando decido dormir, vejo uma notícia que me tira o sono e acende minha vontade de postar.




ACIDENTE DE TREM MATA 2.000 EM RAFLAQUESHTAB, INDÍA



"O trem transnacional Caliquetchmonirab, o "cão aleijado", realizou na tarde de ontem, às 17:38, horário de Bombaim, sua última viagem. O trem que continuava operando após 153 anos de fiel trabalho já vinha demonstrando alguns pequenos problemas, como o clássico caso de Blagstoft, no qual, mesmo tendo saído dos trilhos e passando por cima de dezenas de vilas camponesas, Caliquetchmonirab continuou percorrendo bravamente seu percurso, parando de andar apenas 200 metros mar adentro, matando grande parte da sua tripulação e passageiros afogados, e deixando que o resto fosse comido por tubarões. Até hoje, esse dia é lembrado em conversas animadas nos bares indianos.

No entanto, ontem o caso foi grave. A perícia indiana afirma que uma vaca nos trilhos foi o grande algoz da destruição de Caliquetchmonirab. Ao se deparar com nosso sagrado animal o maquinista, preocupado, decidiu acionar os freios, que não eram usados desde "A Grande Marcha do Sal", quando frearam para Ghandi passar. Ao puxar o cordão dos freios, o esforço excessivo fez o trem explodir, causando a morte de seus passageiros.











O trem, poucos minutos antes da explosão, operando com apenas 30% da sua lotação máxima











Entrevistamos alguns dos sobreviventes, jogados para fora do trem com impacto da explosão;

"Para falar a verdade, eu não vi nada, o brilho da explosão me cegou e assim estou até agora!" - disse o castrador Guliabnhg Giasfbajulard. Mas fontes do nosso jornal afirmam que na verdade, ele perdeu os olhos.

Outro sobrevivente, Joheid Amrgioangianf, comemorou a alegria de estar vivo:

"Pouco me importo com aqueles pedaços de gente voando! Eu estou vivo! E inteiro! Estico minhas mãos aos céus! - e, após um exame mais detalhado, Joheid se corrigiu:- Ah, merda. Parece que eu perdi o meu braço."

O governo não tem um número exato de mortos. Segundo Ekhaidack Shardrekcaou, paramédico do governo, "se juntarmos todos os pedaços que achamos até agora, dá pra chutar mais ou menos uns dois mil mortos".

O governo indiano expressou alegria com o número baixo de mortos e toda a Índia comemora. Caliquetchmonirab viverá sempre em nossos corações. E a vaca passa bem."

Fonte: Bombaim News (traduzido por O Fórum de Três Vassouras)



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Puta merda, o natal está chegando e quero desbloquear meu Wii (e comprar Guitar Hero 3 com a guitarra >_<
E procurando um chip bom pela net, adivinha o que encontrei? Uma das desgraças causadas durante a jogatina do Wii!

(OBS: Reparem como o moleque continua tentando jogar! huaehuaehueahueahueahue!)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Perdidos

Enfim, acabou. Ontem, domingo, finalmente começaram minhas férias. Achei que não fosse sobreviver ao terceiro ano, e lá pela metade dele já estava clamando por uma pausa. Agora que ela chegou, sinto falta da escola. É estranho pensar que nunca mais voltarei a ter aulas no colégio em que estudo há onze anos, dificilmente vou ver todos aqueles rostos tão familiares de desconhecidos outra vez. Existe um imenso abismo entre o fim do Ensino Médio e o ingresso numa universidade, que consiste na aceitação da idéia de fim. Esse é o período de adaptação que é dado a todos nós para aprendermos que nossas vidas eram muito fáceis, e que reclamavamos demais por algo que nos era confortável; e que agora, somos adultos, talvez não legalmente ainda, mas perante a sociedade, e principalmente perante a nós mesmos.
De agora em diante, é cada um por si, e Deus por quem acreditar em Sua existência. Saímos de um terreno extremamente familiar e aconchegante para nos aventurarmos além das muralhas do previsível, e isso assusta demais por nunca termos sequer espiado por cima dela, em nossa maioria.

Mas pra que ficar pensando nisso, se eu posso pensar que simplesmente não precisarei (com um pouco sorte) nunca mais fazer provas de vestibular? Ah, a vida é bela...

- Ao som de: Incubus - A Kiss To Send Us Off -

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Mudança (Na Casa Das Moscas)

Tirei a madrugada de hoje pra reler alguns textos do nosso primeiro mês de Blog da Insônia. Uma experiência agradabilíssima, devo dizer. É legal ver o quanto amadurecemos, tanto eu quanto o Smokey, como pessoas e escritores. Como maturamos estilos peculiares, criamos identidades particulares, e desenvolvemos esse blog que é nosso reduto. Pelo menos, o meu reduto; meu pequeno pedaço de paz. Me lembrei de estar no colégio quando o Smokey surgiu com a idéia de começar um blog; do processo de criação do nome que daríamos à nossa criatura; de escolher meu pseudônimo e receber pouco depois uma ligação no meu celular procurando o Oráculo, quase morrendo de espanto em seguida, enquanto me perguntava que hacker filho de uma puta teria descoberto a porra do meu telefone celular pelo blog.
Avançando um pouco em nossa cronologia, revisitei cenários que um dia vivi, e exprimi por essas palavras. Registrado neste pequeno domínio na Internet estão algumas das minhas crises emocionais, grande parte das minhas empreitadas com o sexo oposto (que em raras vezes puderam ser chamadas de "romances", e não "tiroteios"), o progresso de minha banda, vestibulares, vícios: tudo isso esculpido no mármore mais belo que pudemos apresentar ao mundo exterior. E comecei a refletir comigo sobre o quanto esse blog me faz bem. Muitas foram as vezes em que tive vontade de atear fogo ao mundo e esse blog me forneceu uma válvula de escape, ou me fez refletir melhor sobre a situação, quando não ambos - vide post anterior. Algumas situações teriam terminado em tragédia não fosse a existência desse blog, e mesmo que algumas tragédias tenham sido transmitidas por ele nesses curtos cinco meses de nossas vidas, a balança pende pro lado positivo. E não posso esquecer, é claro, de mencionar a felicidade que me traz ver meu esforço literário apreciado. É lisonjeante, no mínimo.

Portanto, mesmo sem qualquer motivo conciso, celebro por este post o próprio blog em que ele se encontra nesse momento. Que venham muitas noites insones na frente do computador!

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Meu post de amanhã promete.

- Ao som de: I, Robot - The Answer -

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Miséria

Caralho, não passei pra UFF. Tirei 44, onze acertos a mais que a nota de corte, e não passei pra segunda fase. Tomar um tiro de escopeta no estômago o teria revirado menos do que saber dessa porra. E agora eu estou BEM puto. Resultado? Insônia, meus amigos.
Pra que diabos eu fui escolher Medicina? Eu nem gosto dessa merda! Eu não ligo a mínima se o cara na minha frente - aquele com o tubo de PVC atravessado na omoplata - vai viver pra contar a história de como ele quase morreu e foi salvo por um estagiário simpático pros netos ou não. De fato, eu não poderia ligar menos; só pensaria em ir pra casa e tomar um banho pra me lavar dos resíduos da morte rotineira. Claro, isso tudo, se eu tivesse passado pra merda do curso que eu não gosto na UFF.
O que me emputece mais é que eu poderia passar fácil. Era só estudar um pouco. Literalmente um pouco: coisa de duas horas por dia, estourando. Mas não, o idiota aqui não estudou o ano todo, e agora, na última semana, correu atrás. Acho que não aprendi a falhar e a conviver com isso. Com certeza, isso explicaria muita coisa.
Mas pra que eu ia estudar? Eu não queria essa porra de vida. Pelo contrário: eu quero uma vida. Ser médico não é viver; é se sacrificar. O Martírio do Santo Eu. Quero chegar na merda da minha casa, num subúrbio fedorento e recém-invadido pela violência urbana da metrópole, dar um beijo nos meus filhos e na minha esposa e assistir TV enquanto o dr. House vive a vida infeliz dele, ao mesmo tempo em que penso "que bom que o imbecil do outro lado da tela não sou eu". Não nasci pra ser gavião engaiolado, como disse uma vez um amigo.
Seria mais fácil se eu soubesse exatamente o que quero. Mas o que eu quero é viver de arte. E arte não alimenta outra coisa, senão o espírito indomável do artista e o desejo afável do apreciador; não a fome aplacável das sete horas da noite. Não me vejo fazendo qualquer outra merda senão isso, e acho que nesse ponto, eu me fodi. Dizem que a vida é grande, e que erros são esperados e podem ser consertados; mas um ano é tempo demais pra se jogar fora. Acho que descobri isso tarde demais. Minha esperança agora é a UFRJ, aonde felizmente (ou "infelizmente", se esse post fosse datado de três dias atrás) eu optei por prestar pra Imunologia e Microbiologia, e isso, meus amigos, eu amo DE PAIXÃO. Tanto quanto música bem pensada; tanto quanto surrealismo e subjetivismo literários; tanto quanto aquela tempestade desgraçada. Chegar à essa conclusão me tranqüilizou bastante...
Não sei o que quero, apenas o que não quero, mas morro de raiva por não conseguir o que não quero ter. É, eu sei, eu sou patético.

"Fumaça" não é a palavra certa, mas é a primeira que me vem à cabeça.
Tenho a impressão de que a palavra certa é "dezenove".

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- Ao som de: The Blood Brothers - Devastator -

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

O Segredo de Destro

Eu sussurrei em seu ouvido: "tema-me, querida, pois sou a Morte. E eu vou tomar tudo que tiveres até não sobrar mais nada. Eu vim para arrancar o coração do Cupido; eu vim para lhe tirar o fôlego".
E uma hora antes, eu batia em sua janela, enquanto via-a através de grossas gotas túrgidas de chuva sulfúrica.

Demônio gotejante de Sol, que arranhara meus olhos, és minha vítima agora. E acima de um mar de rosas, seu nome entoarei quando a jornada chegar ao fim.

19

- Ao som de: The Dillinger Escape Plan - The Running Board -

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Fera política

Andréa seria a moça perfeita. Educada, formada em direito e amante da boa literatura, parecia saber tudo sobre tudo e podia levar uma conversa por longas boas horas sobre qualquer assunto: Moda, cinema, futebol... Andréa só tinha um pequeno probleminha: não conversava sobre Política. Isso ela debatia, discursava, proferia. A jovem líder e fundadora do PSCR (Partido Socialista Cristão Renovador) era uma fera por debaixo de seus calmos óculos e encantador sorriso.
Naquele dia particularmente quente, Andréa estava mais selvagem do que nunca. As eleições se aproximavam e essa seria a primeira oportunidade do PSCR, um partido novo e que começava a ganhar adeptos, de eleger um de seus membros. A maior aposta de todos era a própria Andréa, que concorria à governadora. E naquele dia, participaria de um debate aberto em uma praça bem no centro da cidade.
A jovem estava ansiosa. Nervosa não, ela nunca ficava nervosa, sabia ter a frieza de um cirurgião quando discursava. Mas ela sabia que aquele dia certamente podia decidir as eleições e que além disso, dividiria o palco com Antônio Conceição, grande fazendeiro e seu maior oponente. Ela não podia perder aquele debate.
E enfim chegou a hora de subir no palanque. No topo, olhou a multidão barulhenta que cercava o palanque. Viu diversas bandeiras do PSCR, o que lhe fortaleceu os ânimos. Virou-se para seus 3 oponentes e apertou-lhes a mão, dando e recebendo os seus mais belos sorrisos cínicos. Sentou-se e ouviu a multidão silenciar. O debate seria iniciado com cada candidato apresentando as suas propostas, para depois ocorrer o debate propriamente dito. Andréa seria a terceira a falar e Antônio o quarto.
A moça se divertiu enquanto via seus dois fracos oponentes discursando. “Não são problema”, pensou. Na sua vez de falar, Andréa criticou ferozmente políticos tradicionais, prometeu melhores condições de saúde, educação e tudo o mais que ela desejava fazer. Uma enxurrada de aplausos e assobios. Sentou-se e ao fazê-lo, Antônio, ao seu lado, chamou-lhe. De dentro de uma pasta, tirou uma foto e mostrou-lhe. Era uma foto antiga, da época em que Andréa ainda era líder do movimento estudantil de sua cidade. Mostrava-a sendo presa por invadir e depredar uma grande multinacional com seus colegas. Ele disse, com um falso sorriso:
-Detesto ter de mostrar isso, mas política é política, afinal.
Ele se levantou e se dirigiu à multidão. Ao fundo do palanque, a foto apareceu ampliada. A multidão entrou em rebuliço. Antônio com certeza ia ganhar o debate caso Andréa não tivesse se posto de pé, levantado a blusa e tirado o sutiã. A multidão se calou, esqueceu-se de Antônio. E depois explodiu em palmas. Aquele debate estava ganho. Política é política, afinal.

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Primeira redação da escola que o professor me dá nota 10! Postei isso porque o pessoal disse que eu não podia deixar de postar isso aqui, que a redação era a cara do Blog, portanto...

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OBS: Fiquei segurando o post só pra dizer, acabei de ver Eurotrip na Globo! Finalmente, depois de longos anos, consegui!!
Que vontade de voltar para a Europa T_T....

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" 5 centavos?! Eu me demito! E vou abrir meu próprio hotel!"

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O Número Do Qual Nada Bom Pode Vir

Domingo, fiz a prova discursiva da UFRJ. E pela segunda vez, um sorriso me invadiu o rosto quando vi estampado na parte frontal de cada um dos três cadernos de resposta o número 19. Curiosamente, o meu ka deu uma guinada depois dessa prova. Engraçado pensar que isso tudo foi só um sigul; que há uma semana, eu estava tendo um momento péssimo, e agora tudo parece dar certo. Só não vou - e não posso - criar trilhões de novas esperanças. Afinal de contas, o ka realmente é um filho da puta irônico, e isso tudo parece muito dezenove.

- Ao som de: Streetlight Manifesto - What A Wicked Gang Are We -

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Fazer ou Morrer

Como o Smokey postou aqui, já posso sair da minha pequena greve não-anunciada.

E como ele mesmo já disse, o vestibular tá acabando com a vida de todo mundo, inclusive a nossa. Acreditem se quiserem, mas perdi o sono de ontem pra hoje pensando em como estou fodido pra fazer prova discursiva de Química. Tá certo que estou recuperando o tempo perdido, e em uma semana já me sinto dez vezes mais preparado do que antes, mas será que é o suficiente? Será que vou perder mais um ano fazendo essa merda de vestibular de novo? E principalmente: pra que diabos eu fui resolver prestar pra Medicina, caralho?! Devia ter me contentado com uma merda mais fácil e que eu goste de verdade, tipo Letras.

Justo eu, que estava indo razoavelmente bem até agora exatamente por não me preocupar, vou ficar pilhado pra essas provas escrotas. Beleza, era tudo de que eu precisava...

Hoje eu estudei. What the fuck?!

- Ao som de: Carnifex - Lie To My Face -

Recordações e Reminescências - Parte I (esquisitices)

Eu definitivamente não queria escrever hoje. Queria muito estar dormindo, como eu consegui a algumas horas atrás. Mas não consigo mais agora e decidi honrar minha dívida com o Blog, bem relembrada hoje pelo Oráculo.

Meu grande problema para tudo (até para postar no Blog) ultimamente, assim como o Oráculo é simples, banal, um processo da vida: O Vestibular.

Até o meio da semana passada, eu estava muito bem, agradeço. Mas chegou a hora de fazer as provas que eu tanto ansiei e eu tremi nas bases. Especialmente quando eu devo me aprofundar nos estudos para as segundas fases, o que e REALMENTE temo. Sei que não estou estudando o bastante, nem de longe. Segunda eu fui em um Founde, terça ao cinema, hoje à um rodízio e nem tenho a menor perspectiva de estudar seriamente até o fim da semana.


E o foda é que esses nervosismo está começando a fuder com meu psicológico. Minhas esquisitices estão ficando piores, minhas manias estão ficando mais acentuadas.

Nos últimos dias, voltei à escutar música clássica, coisa que eu não fazia desde os 10 anos de idade (é ótimo, ajuda quando eu tento estudar história), além de ter adquirido os péssimos hábitos de morder minha mão, de fazer minha caneta pular, de jogar jogo da velha sozinho (dá pra ganhar) e de "pensar alto" [sem contar que tenho me sentido carente, igualzinho um milkshake do Bob's]. Eu tento esconder essas coisas e elas seriam até engraçadas, não fosse pelos olhares que as pessoas me dão quando reparam. Eu me sinto realmente imbecil quando alguém repara que eu enchi minha ficha com "X" e "O" sem nem mesmo reparar no que eu estava fazendo.


Mas o pior nem são essas coisas. É a dificuldade no sono mesmo. Eu sei lá, eu durmo à toda hora, mas também fico acordado, alternando entre micro-sonhos e a cama. E todo dia, eu amanheço cansado, e sempre que chega à noite eu começo a ficar fodido de sono. Não importa onde eu esteja, seja num ônibus, em casa ou num restaurante, quando começa a ficar tarde, minha língua começa a ficar presa e nínguem mais entende o que eu digo. Daí minha cabeça fica pesada e cada vez que eu pisco, eu demoro mais tempo para abrir os olhos. Se eu os deixo fechados por mais de 5 segundos, começo a delirar. É como sonhar, só que dá pra abrir os olhos e voltar. O foda é que o sono de vez em quando causa alucinações. Hoje, por exemplo, num ônibus vazio, eu fechava os olhos e via pessoas sentadas nos bancos, piscava e elas não estavam mais lá. Porra, foi realmente surreal. De vez em quando, parece até que eu estou em um navio e as coisas estão se deslocando o tempo todo, se inclinando para a esquerda e para a direita; para a esquerda e direita....


Detesto ter problemas assim. A última vez que eu tive um problema psicológico, eu tinha 11 anos de idade e, após de engasgar com um caroço de pipoca enquanto via "Pokémon, O Filme" com o Oráculo no extinto Cinema Icaraí, fiquei 6 meses apenas me alimentando de sopas e caldo de feijão, com medo de me engasgar caso comesse algo sólido. Foi foda, duro pra cacete. Eu emagreci bastante (eu era bem gordinho), mas se tivesse um "Bolão Pé Na Cova" na minha família, tenho certeza que todo mundo iria apostar em mim.

A minha situação não está nem perto da que ocorreu comigo na época, mas eu sei que se eu continuar nesses ritmo, vou ficar maluco ou paranóico.


Ainda bem que essa porcaria toda vai acabar agora em Dezembro. Espero voltar a dormir normalmente, certamente que sim, pois eu preciso disso. Enquanto isso, vou ter que estudar, porque afinal de contas, eu tenho de fazer isso, não? Todo mundo espera isso e eu não posso decepcionar todo mundo. Especialmente à mim mesmo. Porque eu tenho certeza que caso eu não passe esse ano para a faculdade pública que eu quero, aí sim eu ficarei realmente esquisito. Torço para que não. Para o meu bem e o de todos que andam ao meu redor, afinal, ter um maluco de estimação em casa, apesar de ser modinha nunca é legal ^^



Ao som de: Frederic Chopin Ballade No. 1 in G Minor, Op. 23 ~
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E vem chegando o Vesibular! Ò.Ó!!!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Controle?

Durante toda nossa vida, dia após dia, nos apegamos àquilo que consideramos nosso: objetos, sentimentos, indivíduos. Como um cleptomaníaco, que rouba compulsivamente porque um dia pode precisar dos objetos mais imprevistos, apropriamos-nos dessas coisas e as incorporamos em nossas vidas. Colocamos todos os aspectos de nossas vidas em um microscópio, e admitimos termos controle sobre ela dessa forma.
Mas teremos algum dia controle?
Se nascemos sem qualquer consciência ou posse, e quando morremos, retornamos ao pó de onde viemos, possuímos realmente aquilo que pensamos possuir? Nossos feitos, aspirações, bens; todos os aspectos de nossa vida são passageiros, simplesmente porque um dia, essa vida que construimos e supomos controlar milimetricamente acabará, e dela não levaremos nada. Admitimos ter controle sobre algo que nos será tomado pela própria vida que pensamos controlar, quando, na verdade, não o temos sobre qualquer coisa. Tudo o que chamamos de “nosso” é um bem que pegamos emprestado, e devolvemos na clareira do fim do caminho: sejam posses materiais, pessoas com quem nos relacionamos, desejos, ou mesmo sentimentos. Um dia, perderemos tudo que nos é querido ou odiado, necessário ou dispensável, controlado ou não.
Então, se não possuimos nada, como podemos ter medo de perder qualquer coisa?
Aniquilando o falso sentimento de controle, se elimina o medo da perda, porque o medo é gerado justamente pela perspectiva da perda do controle sobre o que pensamos ser seguro, partindo para um campo de improbabilidades e riscos. Mas essencialmente, o que é um risco, senão o medo de perder aquilo que se tem? E quando se admite a possibilidade de simplesmente não se ter, pode exister risco, ou hesitação?
Não existe. Simplesmente porque não se pode perder o que não se tem. E esse é o maior nível de iluminação que alguém pode alcançar: ver que tudo o que pensamos ter é ilusório, passageiro, e não está realmente em nosso poder. Nossa única posse são nossas próprias vidas, não os aspectos mundanos que entramos em contato durante ela. A única verdade é que tudo que pensamos ter não nos pertence, portanto, não pode ser realmente perdido.
O único controle que se pode alcançar é não ter nada a perder.

"Anemia" não é a palavra certa, mas é a primeira que me vem à cabeça.

Seis dias, e o céu começa a ficar nublado, da cor de fumaça.

- Ao som de: Brookes Brothers & Culture Shock – ReWork -

domingo, 11 de novembro de 2007

Entre O Fim E Aonde Nos Encontramos

Hoje, pretendia fazer um post bonito. Mas não o farei mais. Pretendia colocar aqui um dos mais belos posts que já deram o ar de sua graça nesse blog; contudo, não o farei mais. Eu falaria sobre a prova da UFRJ, que me recuperou as esperanças, e postaria aqui um dos mais belos textos que já escrevi, idealizado durante minha saída da prova. Não o farei. Pintaria num quadro emoldurado na madeira mais nobre que pudesse encontrar sobre meu dia que foi maravilhoso. E não o farei, porque tomaram-me as cores.
Tomaram-me a luz do sol, e eu começo a acreditar naqueles que disseram que ela é um mito. Os que dizem o contrário - que ainda existe esperança, que o tempo vai dizer a verdade, e que um dia, isso tudo vai virar piada em mesa de bar - mentem enquanto te traem com um beijo. A luz do dia, pra mim, se assemelha mais com uma corda amarrada num nó de correr. É essa luminescência verde e dourado que cega, que engana, que tapeia, ilude, apaixona e estrangula. Procuro saídas nessa névoa colorida, enquanto o tempo, tempo, tempo corre e supostamente conserta tudo aquilo que está errado e faz as nossas escolhas e te mata, mata, mata enquanto esperas por ele tolo pois o tempo, tempo, tempo é um filho da puta egoísta que suga sua vida pelos seus dedos e te faz olhar pra pintura final: sua carcaça empalhada numa cadeira de balanço, e meus parabéns, você é o novo velho babaca que o tempo fez de idiota, o imbecil que ele convenceu a esperar, "pois és o senhor de toda razão". És um parasita, um câncer, entidade vil.
E aonde é o fim? Complexo. Tanto quanto "aonde tudo começou", pelo menos pra mim. Existe mesmo um fim? Pra mim, você sempre esteve lá. És um sopro. O sopro de vida pelos corredores de asfalto, o sopro que rege as caravelas e as ventanias, o sopro que falha meu fluxo sanguíneo e seca os olhos. Se tudo que tem um começo, tem um fim, pode algo que carregas contigo desde teu nascimento ter um fim antes do momento de tua morte? Posso algum dia sorrir de verdade, e parar de pensar aonde estarás enquanto o faço? Posso dormir sem pensar que provavelmente pensas em mim, enquanto penso em você, e as nossas vidas andam paralelas, quase se tocando, mas nunca convergindo? No dia em que tiver um câncer, darei teu nome a ele. Continuarás a me consumir, ié, é verdade, mas pelo menos terei-te tão perto quanto desejo. Espero desenvolver um tumor no coração, esse órgão ridículo que não se regenera, mas teima em produzir sua última bolha de oxigênio mirada direto para o cérebro.
Não quero tua mão. Não sou homem de partes, metade, meia felicidade. Quero por completo, ou não o quero. Mas você sabe disso, não é? Ié, sabes bem, e eu o digo. Digo porque sei que sentes aquele comichão filho da puta na base do umbigo toda vez que me vê rogado aos cantos, pranteando tua ausência. Pensando porque teves que me beijar de súbito na porta do colégio naquela noite fodida de quarta-feira. Me torturando ao indigar por que diabos te deixei beijar-me, uma vez por falta de cautela, outra vez por falta (excesso) de sangue frio (calor). Só precisava disso: nunca ter te encontrado, nunca ter ouvido tua voz sair da minha garganta, nunca ter usado as mesmas camisas que você, não ter escolhido os momentos errados para dar todos os meus passos - do primeiro ao último - ou nunca ter dado qualquer passo. Tarde demais. Já é noite, e deves estar em teu quarto, sorrindo, enquanto estou presente em teu pensamento, mas legado ao fundo de tua incapacidade. Ou talvez teus olhos esmaeçam como os meus, como os vi agora há pouco. Se - ó, palavra derradeira, ó, semente da Discórdia! - sentire-os vidrar, contenha-se. A única coisa que fazes é sugar a vida daquele que te ama, mas tu nunca perceberás o que fizeste. Só fazes o que teu sentimento manda, mas teu sentimento é medroso como és, medroso como és de se deixar viver o que te afliges tão certamente quanto a mim. E te dá prazer saber que alguém ainda vai perder os sonhos por tua causa; fique tranquila, contudo. A Insônia perdura, e subjuga e explora. Mas nada cruelmente comparado com a consciência de que meu nome está cravado em cada osso de teu corpo, todos os ossos que lixas na noite parada como água do Oceano por trás dos meus olhos.
Cheguei ao ponto de te implorar. E o faria, se tivesse mais cinco minutos contigo.
Amanhã será segunda-feira, dia 12 de Novembro do ano de 2007 de Nosso Senhor, amém, digam obrigado. Segunda-feira sai o resultado da faculdade que tanto esperei e desejei, e agora espero não passar. Se o fizer, vou simplesmente olhar para meu nome na tela do computador, dar de ombros e avisar à minha mãe que passei pra Medicina, virando de costas enquanto ela exulta. Saber disso me corrói por dentro; interpretar esse papel vai me fazer quebrar.

Te desejaria mil injúrias trancadas num envelope, batendo suas asas contra o sangue na carta.
Mas não lhe desejarei. Peço-lhe, ao invés, que abra teus olhos. Não os que usas pra julgar. Os que deveria usar para enxergar que dentro de teu peito vibra não só o teu coração. Vibra o meu.

Quatro dias, e muito arrependimento.

- Ao som de: Thrice - Atlantic -

sábado, 10 de novembro de 2007

Antes da tempestade

O Oráculo postou aqui embaixo exatamente as causas para o turbilhão de emoções em que nos enroscamos.


Sempre achei que o Vestibular seria uma coisa distante, inconcreta, impossível de chegar. Sempre deixei deveres de casa para serem feitos depois, redações para serem escritas e páginas a serem estudadas, com a desculpa que faria tudo quando o vestibular chegasse.


Caralho, depois de amanhã é a UFRJ e eu nem comecei nada!


Não que eu esteja desesperado. Ainda não. Conversei com meus amigos e cheguei à conclusão que só valerá a pena me desesperar ao ter a prova com o meu futuro nas mãos e receoso de fazê-la. Não posso dizer que vou me fuder. Sempre me dediquei aos estudos (não excessivamente, mas bastante), e não quero porra nenhuma com a UFRJ mesmo.


Mas que comecei a me arrepender de não ter feito muitas coisas esse ano, me arrependi. Queria ter entrado em um curso de redação, principalmente (mais uma decisão que eu sempre adiava para o mês seguinte).


Bem, agora fudeu e não dá pra chorar sobre o leite derramado. Fazer o quê? A UFF, meu sonho de consumo, é na quinta. Até lá, vou ter que pela primeira vez nesse ano estudar como um condenado. Serve como desencarno de consciência, pelo menos.


Pois é. Como diria o grande filósofo Boça: "Cada um com seus problemas, né amiguinho?"





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E hoje lançou Harry Potter 7 (Deathly Hallows) no Brasil, país tropical e atrasado em relação ao resto do mundo. Já li em março e provavelmente nem vou ler a versão em português.


Mas ainda assim, fiz um desenho com minhas cenas preferidas do livro (com o mínimo possível de spoilers).




The Return Of Jafar é Subtitle marca registrada de uma certa pessoa®


P.S.: Por favor Oráculo, não faz spoiler da Torre Negra, tá T_T?



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Só posto agora depois do choque pós-porrada na UFRJ!
Flw!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Domingo, Sangrento Domingo

Domingo é dia de prova da UFRJ. E se alguém conseguir colocar um sorriso no rosto nesse fim de semana, sabendo disso, me ensine como fazê-lo. Pelo menos, vou sair com os amigos depois da prova.
Essa porra de vestibular cisma em destruir a minha vida. Tem uma puta festa rave no dia primeiro de dezembro; o único problema é que o primeiro de dezembro é véspera da prova discursiva da UERJ, e provavelmente, quando começar a prova, eu ainda estaria na rave, dançando como um macaco. Semana que vem é feriado; mas na quinta tem a primeira fase da UFF, e no domingo, a prova da UniRIO. Como se não fosse suficiente, o show do The Police no Brasil, marcando o retorno de uma das bandas mais fodas que já existiu, é na véspera da prova discursiva da UFF.
Somem isso tudo e tenham uma pequena noção do quanto eu gosto de ser pré-vestibulando.
Por outro lado, tem gente que parece que vive por essa merda. Eu tenho certeza que alguns vão sentir um vazio existencial absurdo quando passarem no vestibular: certos indivíduos que foram condicionados a vida toda pra fazerem essas provas e parecem que tem como único motivo de orgulho o resultado do vestibular. Longe de mim criticá-los; pelo contrário, eles passarão, e eu provavelmente vou aguentar mais um ano de estudos pra fazer algo que não gosto tanto. Mas é simplesmente fora da minha realidade. Quase patológico.
E cá estou eu. Queria ter ido tomar uma cerveja, pra clarear meu raciocínio pra prova (piadinhas à parte, vão se foder, com todo o respeito, claro, aqueles que discordarem), mas aparentemente tá todo mundo surtado por causa dessa prova. Queria estar fora de casa, mas estou postando nessa porra de blog. Queria ter uma namorada, mas estou com fama de galinha, justiça seja feita, e todos dizemos obrigado. Queria ter comprado ações da Petrobrás antes deles anunciarem que descobriram a nova bacia de petróleo no litoral paulista, mas continuo ganhando mesada dos meus pais. Por fim, queria pedir paz mundial, e a platéia bate palmas e ovaciona o novo ícone sem qualquer capacidade de raciocínio e a nova imagem a ser copiada pela massa.
Queria parar de reclamar, também.
E queria, de vez em quando, fazer um post que faça sentido.
Quem vai me dizer DEUS-bomba, porra?!

Dois dias.

- Ao som de: Brookes Brothers & Culture Shock - ReWork -

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O Fim Deste Capítulo

Quase um ano depois de comprar o primeiro volume da série quase aleatoriamente, terminei A Torre Negra. Sinto como se houvesse completado uma missão árdua, tão sofrida quanto a de Roland até a Torre, mas ao mesmo tempo extremamente prazerosa. Sinto que aprendi as lições que ele aprendeu durante sua jornada, e as que deixou de aprender; como se houvesse contribuido para o andamento da história. E sinto saudades, mal tendo terminado o último livro. Sinto a falta do ka-tet do Dezenove como quem viaja e deixa os parentes em casa, mas com a diferença de que nunca vou ouvir novas palavras de qualquer um deles. Só as antigas... Embora as antigas sejam de um valor inestimável.

Nunca vou esquecer A Torre Negra: seus personagens, sua história, suas lições, suas três mil páginas... Os sete livros da coleção seu meu tesouro pessoal, e vou levá-los comigo pro resto da vida.

Ah, e o final é o melhor final de todos tempos. Ponto final.

O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás.
O pistoleiro ia sempre atrás.

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O ka consegue ser um filho-da-puta sarcástisco quando quer. Às vezes, aqueles que te guardam e protegem são os que te ferem mais fatalmente. Em algumas vezes, te matam ao tentarem te salvar. Te beijam com os lábios alérgicos de um pedido de perdão, os mesmos lábios que sussurram na noite completamente calada. E se eu disser que eu quero isso de que você me priva pensando no meu bem estar? Se eu te disser que essa mesma merda que você enjaulou e cobriu com um pano preto pra facilitar seu sono é exatamente do que eu preciso pra dormir?
Aliás, você dorme? Sempre me perguntei isso, e queria saber a resposta.
Tem algo muito errado na história, mas você continua a escrever a mesma mentira nessas mesmas linhas tortas.

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O guitarrista da minha banda fez um estúdio em casa.
Foda-se o vestibular, eu vou é vender minha música.

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Um dia.

- Ao som de: The Blood Brothers - Ambulance vs. Ambulance -

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

After party

Eu disse que ia comentar segunda, mas minha net é uma merda (segunda-feira não conectou. Ontem caiu na hora que ia postar. Hoje, não estava conectando, aí eu liguei pra Velox e, enquanto o telefone discava, o modem tomou vergonha na cara e resolveu funfar).

Então, vou falar sobre a festa de formatura dos alunos de 2007:
Puta merda, a festa foi foda e Art Final tomou feio no cú.

A decoração por si só já valia a festa, nunca fui em um lugar tão bonito assim. Cara, tinham motherfucking malabaristas dentro de bolhas. Ié, assim é, dentro de bolhas (apesar de parecerem extremamente infelizes, no entanto fodam-se eles, fizessem vestibular =p).

Pontos altos não faltaram.

-Utilizei a festa como pretexto para liberar meu espírito Don Ruan e dei de surpresa um anel de compromisso pra minha namorada (cara, é a primeira vez que eu fui romântico em...meses O_o)

-Dancei pra cacete, tanto com minha garota quanto com meus amigos.

-Fui na tequileira (^^) e fui sacudido

-Fiz uma amiga bêbada passar vergonha ao mandá-la parbenizar um casal de ficantes.

-Dei ordens à Web, o viado da escola: ("Web, tire uma foto de mim e de meus amigos O_O")

-Roubei um chapéu inteiro de balinhas =]

-Inventei mais um passo novo de dança =D


Quanto ao pós-festa, não lembro de muita coisa... =[



-Lembro que o pessoal começou a brincar com facas e espadas (não é brincadeira nem piada ¬¬) enquanto eu tentava dormir....

-Lembro que eu "apagava" de vez em quando e cada vez que eu acordava, aparecia muito mais gente pra dormir no quarto da casa onde eu estava do que o combinado...incluindo o Oráculo!

-E principalmente, lembro de ter passado pasta de dente na cara do Oráculo XD


Porra, essa festa foi foda.

OBS: Finalmente conheci a famosa Calopsita do Celae!



P.S.: A calopsita é a da direita.



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Upei denovo mais algumas fotos da festa via Rapidshare. Mesmo esquema que da última vez, clicar em FREE.

Botei poucas aqui, mas eu tenho mais, só que a maioria minha sozinha ou com minha namorada, o que eu acho que não deve ser do interesse alheio, né =p?

Se alguém não conseguir baixar pelo Rapidshare ou quiser outras fotos, me peça por e-mail: fuintolk@hotmail.com

Prometo que dessa vez eu mando ^^



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P.S.: Terminei de ler o 5º livro da Série "A Torre Negra", o livro "Lobos de Calla". O Oráculo, como diz no post abaixo, já terminou a série. Mas deixem-me dizer: Cacete, que livro foda.

Quando terminei de ler, fiz até um desenho dos Lobos do título, que são cavaleiros mascarados com roupa no estilo Dr. Destino, que usam sabres de luz e tacam bolas explosivas assassinas no formato do pomo de Ouro de Harry Potter.

Ficou tosco pra caralho, e por isso que é lindo.


"Avante pistoleiros! Por Gilead e por Calla!"

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Tempo Se Esgotando

"O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás". Muita coisa aconteceu desde esta linha, que inaugura o primeiro livro da Torre Negra, "O Pistoleiro", até a página oitocentos do derradeiro sétimo volume, "A Torre Negra". Cresci e mudei junto com Roland de Gilead e seu ka-tet, lendo esse conto épico que já dura quase um ano inteiro de minha vida; cresci e mudei tanto que me parece estranho ter somente cinquenta páginas de pistoleiros, rosas e torres... É como chegar no limiar da vida. Morrer senil. Vive-se anos esperando ter-se muitos outros pela frente, mas um dia, se percebe que não restam mais que cinco minutos, poucas palavras e um último suspiro. O último suspiro do Can'-Ka No Rey.

Talvez eu pareça trágico demais com esse post. Mas quem frequenta esse blog já entendeu que a busca pela Torre e os contos de Gilead fazem parte da minha vida. E vai ser bem estranho não ter mais Feixes a salvar.

- Ao som de: Refused - The Shape Of Punk To Come -

domingo, 4 de novembro de 2007

Essas Coisas

Prós:

- Posei de mafioso de blazer e charuto na boca.
- Dancei como se não houvesse um dia seguinte.
- Cerveja de qualidade.
- Ri demais com os amigos.
- Festa esteticamente muito bonita e organizada.
- Muita mulher bonita, ié, digo a verdade!
- Música eletrônica direto.
- Modéstia à parte, eu tava muito gato ontem.
- Passaram a mão na minha bunda.

Contras:

- Não peguei ninguém. E ainda, de quebra, levei dois vetos.
- Traguei o charuto por estar acostumado com cigarro e quase fui a nocaute.
- Não sentia minhas pernas hoje de manhã.
- Andei metade de Camboinhas atrás de um teto pra me abrigar da chuva.
- Levei um esporro respeitável dos meus pais quando cheguei.
- Choveu pra cacete.
- A tempestade relampajou elegante durante a festa toda e fiquei na fossa metade do evento por conta dela.
- Passaram a mão na minha bunda.

Esse é o tempo da sua vida, mas você simplesmente não sabe.

- Ao som de: Deftones - 7 Words -

sábado, 3 de novembro de 2007

Tempo

Caramba, estamos em Novembro já. Hoje é sábado, e eu tenho festa de formatura do Ensino Médio. Terça-feira, sai o resultado da UniRio; Se eu passar, meus anos de estudo no Ensino Médio acabaram, e eu vou curtir a vida adoidado. Mas porra, Novembro?! Antes de ontem era Maio, e eu terminei o namoro que simplesmente mudou tudo: minha vida, minhas ideologias, até a mim mesmo, como indíviduo. Ontem, foi a volta da minha banda no Convés. E hoje de manhã, eu estava em Saquarema, pegando praia.
Ah, é. Agora tem festa do terceiro ano, e eu vou me divertir horrores. \o/

- Ao som de: Glassjaw - Ape Dos Mil -

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Elefante

Isso que você respira só pode nublar seu julgamento por certo tempo. Você vai se sentar em frente à lareira, agarrando firmemente seu telefone, e rezar pra que ele toque, toque; e que alguém te diga que você nunca mais vai precisar ficar sozinha, nessa casa que nunca mais vai ser chamada de um lar.

Amém.
Eu digo obrigado.
Quem vai me dizer DEUS-bomba?!

- Ao som de: The Blood Brothers - USA Nails -

domingo, 28 de outubro de 2007

Perseverança

Nós dois conversamos. Decidimos que o melhor a fazer era nos separarmos, ficarmos longe um do outro. Desejamos felicidades um ao outro e sucesso na sua vida.
E como último ação, para nunca esquecer como era maravilhoso, pedi um último beijo.

Que acabou não sendo o último. =]

E só!
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Kowabunga!
Prêmio Perseverança foda demais hoje na escola!
O Prêmio Perseverança é um tradição da nossa escola (minha e do Oráculo), o Instituto Abel. É uma festa realizada no 3º ano do Ensino Médio, exclusivamente para aqueles alunos que cursaram todos os anos, desde a 1ª série na escola...
Foi foda, lindo. Só faltaram fotos e vídeos da galera pequenina.
Depois de 11 anos, ganhei minha canetinha de plástico com meu nome!!!!
O professor de Redação ficou muito louco e tentou (?!) dançar.
O de Geografia dançou pra cacete.
O novo diretor da escola tomou um owned do antigo.
Eu tirei fotos com (quase) todos os professores que foram no evento.
Ah, não tem como descrever.
Foi foda, e só.
Tirei várias fotos, 79% minhas com professores e amigos, que provavelmente não vão interessar a mais ninguém.
Mas, selecionei algumas fotos onde aparecem ou a galera ou eu e pessoas que podem querer essas fotos.
Aproveitem!

http://rapidshare.com/files/65899240/Perseveran_a.zip.html

(Instruções: Clique em FREE. Digite o código. Faça o download. Está Zipado, ok? Se você for retardado e não conseguir fazer o download mesmo assim, poste um comentário no post para que eu te faça passar vergonha, ok? =])

E só!
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Comentador das Antigas: A pemba desse já arrasta no chão!

sábado, 27 de outubro de 2007

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

A caixa dos sonhos abandonados

Novamente, não consegui dormir.
A dor não é a pior parte, mas sim saber que não há nada para ser feito (por minha parte) quanto à ela.

Por isso, resolvi me livrar de tudo que causa dor. Peguei uma caixa bem grande. Escrevi um nome em um adesivo e colei nela. E guarde lá dentro tudo o que me causa dor quando eu vejo.
Fotos, bichinhos de pelúcia, bilhetes, ingressos de cinema, artesanatos, filmes, porta retratos, papéis de bombom, cartões, letras das "nossas músicas", certezas absolutas abandonadas e sonhos despedaçados. Fechei a caixa.

Ela está aqui, pesada, ao meu lado. Não sei o que fazer com ela. Tenho vontade de queimá-la, jogá-la de um penhasco, para nunca mais lembrar de todas as coisas ruins de um relacionamento. Mas também não quero de modo algum me desprender dela, porque eu nunca vou querer esquecer de todas as maravilhas que vivi enquanto o amor foi infinito.

Tomei a decisão de guardá-la, num lugar bem fundo e escondido. Para pelo menos saber que ela está lá. E quando a saudade bater demais, eu vá abri-la. Sei que no começo, provavelmente eu vou passar muito tempo olhando para cada um de seus conteudos. Só espero que com o tempo eu precise ir vê-la cada vez menos. Até que um dia a necessidade de consultar a caixa passe e eu até esqueça que ela existe, que ela está escondida.

Amanhã eu vou guardar a caixa. Mas hoje ela ainda fica aqui no meu quarto. Pelo menos hoje eu não quero tentar esquecer de nada.
Até amanhã, caixa. Até amanhã, infinitos sonhos e possibilidades que nunca virão a ser. Fiquem aqui comigo hoje e me preparem para o que está por vir.

E amanhã vai ser um novo dia.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Coice do Burro

Olá. Meu nome é Rodrigo e eu sou uma das duas pessoas que posta nesse blog. Faz um tempo que eu não posto, pra falar a verdade. Sempre arranjava algo "mais importante" e adiava uma postagem. Sempre adiava tudo, como eu sempre faço.
Eu digo para as pessoas que eu gosto e que moram longe: Vou escrever sempre que puder!
E acabo nunca escrevendo, porque sempre penso que o que eu tenho pra dizer no momento não é bom, ou que mais tarde eu vou ter tempo livre, o que muito raramente acontece, enfraquecendo os laços entre as pessoas.

Bem, com o blog pelo menos ainda não chegou a esse ponto. Pelo menos vim aqui hoje, no meio
da madrugada.
Mas não vim pela vontade de contar uma piada engraçada e alegrar todo mundo como eu gosto.

Hoje eu estou triste. Briguei hoje com duas pessoas que eu amo muito.
Uma, por idiotice minha, que não soube me expressar.
Outra, é mais complicado, foi por uma série de erros nossos e vai ser bem mais dificíl de consertar.

É até engraçado, logo eu que sou tão calmo, acordei com a pá virada hoje. E o mais engraçado é que essas duas brigas foram resultado de UMA carona . Se eu tivesse escolhido outra carona, as coisas iam ter sido diferentes? Se eu tivesse me apressado, eu não estaria chorando agora equanto escrevo isso?
A verdade é que eu não sei falar tão bem dessas coisas quanto o Oráculo e nem sei porque estou postando isso, já que essas duas pessoas não vêm aqui nunca. No entanto, mesmo assim, quero pedir desculpas. Pras duas.

E pra mim mesmo, pois eu acredito que esse post todo tem o objetivo de me expiar da culpa...e quem sabe, me permitir fechar os olhos sem chorar para poder dormir?

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E quando eu estou triste, deprimido, só um filme me acompanha na fossa:
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças.

Para todos que um dia já viveram um verdadeiro amor, onde CADA momento, mesmo os piores são preciosos demais para serem esquecidos: ESTE FILME É PARA VOCÊS!

E o videozinho (Clipe do filme; música: Light and Day do Polyphonic Spree) que sempre me traz lágrimas aos olhos quando estou feliz e me deixa fudido quando estou triste:



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E como dizem os apresentadores do Jornal Nacional em dia de notícia no estilo "PUTA Merda! VOCÊ VIU AQUILO!!?!":
Até amanhã. (ou sabe-se lá quando?)

Migração

É quando as luzes se apagam que dói um pouco mais. Que morro um pouco mais. Que desejo mais estar menos sóbrio. Quando as luzes se apagam... Dói muito. E não tenho luz própria pra aliviar minha mente.
Quando as luzes se apagam, e o aplauso cessa, o Pierrot tira a maquiagem, e por trás do sorriso, dói muito.
Quando a festa acaba, e não existem braços aconchegantes, as luzes se apagam, e dói demais. Dói demais.

Boa sorte, felicidades. Prometo manter em segredo sua tristeza.
É o mínimo que posso fazer. É só o que posso fazer.

Você nunca devia ter dito "sim" quando realmente intendeu dizer "não".

- Ao som de: Basement Jaxx - Lights Go Down -

sábado, 20 de outubro de 2007

Por Um Punhado De Dólares

Um ano, oito meses, nove músicas, três descartadas, outras mil não terminadas, dois bateristas, dois shows, uma demo nunca terminada, um hiato, um replanejamento, trinta noites sem dormir, trezentas sonhando, incontáveis fins de semana ensaiando, risadas, decepções, brigas, suspiros moribundos, sopros de vida, amigos, rivais, e cinco companheiros. Tudo isso resumido em dois dias, um palco, quinze minutos, duas músicas, e uma coroa de louros.
Hoje é o dia.

- Ao som de: Candiria - Remove Yourself -

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

A Resposta

Eu queria dormir. Queria mesmo parar de postar aqui. Mas é impossível, por causa daquela velha lei de causa e consequência: só assim eu durmo, e por muito pouco. É o meu reduto, meu lar; algo que nunca vai me trair ou usar o que disse contra mim; é o meu reservatório particular de oxigênio quando o ar me falta. Queria poder parar de adentrar madrugadas postando no blog. Mas não posso; é meu único jeito de ventilar parte da fumaça. Mesmo que palavras e símbolos sejam incapazes de expressar em sua totalidade realidades inteiras. Ou desejos enganosos. Ou pedaços de vidro derretidos.

Algo como engasgar com as cinzas de um grande incêndio...

Eu te adoro também. Só diga que você faria o mesmo por mim.
Durma bem.

- (Ainda) ao som de: From Autumn To Ashes - Short Stories With Tragic Endings -

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Caldeira

Existe um certo limite do que alguém pode suportar. Algo como engasgar com as cinzas de um grande incêndio. Às vezes, quando se alcança esse limite, a fumaça é tanta que até os olhos se enchem d’água. Mas muito pior do que alcançá-lo, é não o ter. Chegar ao fundo do poço é muito melhor do que mergulhar num poço sem fundo.
Tenho que acabar com isso.. Mas eu continuo caindo... Mais fundo... Cada vez mais fundo. E não parece ter um fim. Sinto que preciso acabar com isso de uma vez por todas, e já.
E se não pra agora, pra quando? Até quando você vai ficar em cima do meu peito?
Isso está me matando. E é egoísmo seu não parar com isso, me puxar de volta. Só você pode.

Mal sabia ela que a tempestade nunca passou.
E não conseguia entender que estava mais próxima do que imaginava.

- Ao som de: From Autumn To Ashes - Short Stories With Tragic Endings -

Puta merda, que música linda.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

A ùltima prova

Pois é. Hoje foi a última prova de minha vida no âmbito escolar. No sentido de prova, com notas e com possibilidade de recuperações, etc e tal.
Só fui me ligar quando, ao sair da sala de aula, muitos amigos meus excessivamente nerds e saudosistas se debulharam em lágrimas ao perceberem que tinham feito as últimas provas de suas vidas.
Eu decidi fazer uma pequena retrospectiva de minhas provas.
Com o resultados de hoje, consegui passar minha vida toda na escola sem nenhuma recuperação (nem umazinha, nem em Educação Física, na qual eu matei todas as aulas desde o segundo semestre e fiquei com 9,8).
Nunca colei de ninguém. (Hoje foi QUASE a primeira vez. Mas percebi como ia ser tosco me imaginar colando de outros, e não o inverso, e decidi abandonar a idéia).
Passei poucas colas também. Sempre fui um merda nisso. Eu, meio surdo como sou, berrava as letras das questões que me pediam.
Quando me pediam para escrever um bilhetinho, eu escrevia. Mas na hora de passar, suava frio. Minhas mãos tremiam. Eu chegava perto a choramingar. Dizia para mim mesmo: "Eu não vou conseguir!" E não conseguia mesmo, era taxado de retardado e excluído por ser um babaca.
Minha maior cola foi quando eu decorei 75 questões de uma prova multidisciplinar e suas respectivas respostas. Fiz uma musiquinha. "1 Dia, 3 Caras, QUAse Beijaram, 6uas Bolas, SE Encontram, de8 Então, NOVEmente Deram-se,...". Aí na hora de passar a cola, meu celular ficou sem sinal. Foi o primeiro celular que eu quebrei na vida. Lavou a alma.
Outra memorável foi quando eu tive que fingir estar com uma diarréia para entrar na cabine do banheiro e passar a cola pro celular da minha namorada. Fingindo estar desidratado, um SOD me levava constantemente água e uma faxineira da escola me abanava quando eu fingia estar desmaiando. Foi foda.
Não houve nenhuma situação realmente memorável tirando essas...no entanto, meu maior desejo sempre foi que um Playboyzinho me pedisse cola..... eu diria "Vou esconder a cola dentro da lixeira do banheiro. Vou por dentro de uma papel higiênico enrolado, aí você abre e pega!". Quando o infeliz fosse ao banheiro e abrisse a lixeira procurar a cola...imagine quantas surpresas ele não teria ao abrir os papéis errados? Seria o ápice da minha satisfação escolar...
Pena que esse sonho vai ter que ficar para a faculdade mesmo...

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Para descontrair:

Série de figuras: OWNED!







Avestruz X Elefante XD


Amo muito tudo isso!



Uma cute pra fechar: Baby Alien!



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E só!

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Abandone Seus Amigos, Parte Final

Engraçado como às vezes esquecemos – ou fingimos esquecer – que é sempre importante nos olharmos no espelho. Tão importante quanto saber falar, é saber calar. Tão importante quanto exigir perdão, é saber pedi-lo. O Smokey já disse isso antes: machuquei gente demais no meu caminho, e acabei me machucando. E machuca tomar conhecimento de que me tornei, pelo menos por um período, aquilo que agora combato. Dói demais finalmente perceber quanta dor causei.
Não me surpreenderia se conseguisse reverter o quadro, e usar isso pra ficar por cima mais uma vez. Mas não o farei. Não vou ser hipócrita de negar o que fiz, me esconder atrás de uma retórica. Fiz isso por tempo demais, e é chegada a hora de encarar de frente as consequências dos meus atos. Então, aí vai: peço perdão pelas vezes que trai, enganei e usei. Não foram poucas, tenham certeza. Peço desculpas também por alongar essa guerra por tanto tempo. Infelizmente (ou felizmente, dependendo do ponto de vista), eu sou um autêntico extremista. Quando me sinto assim, acabo pegando fogo e ficando cego, e predomina o desejo de vingança. Acabei transformando isso tudo em minha vendeta pessoal, e fazer sofrer o mesmo que sofri parecia razoável o suficiente. Não me entendam errado, porém. Ainda faria tudo igual, até certo ponto. Ainda chutaria a mesa, ainda colocaria fogo no circo. Mas já devia ter deixado isso morrer e seguido a minha vida.
E eu sei que isso não conserta nada. Não muda nada. Nem quero que mude. Só preciso aceitar que eu também erro, eu também traio, eu também engano. Mesmo que não seja da minha natureza, acabei fazendo o que fiz; certamente por influência, o que é pior ainda. Mostra que eu ainda sou sujeito a ser influenciado pelos erros de outros. Sei que amanhã vai ser um dia negro como os outros, e nem espero diferente. Tem sangue demais no chão pra que o dia tenha alguma cor diferente de vermelho. Aliás, pensando agora, era nisso que se baseava o círculo, não era? Levar um tiro, aguentar, recarregar, atirar e repetir. Provavelmente, um dos criadores desse mecanismo sou eu. É melhor destruir, do que criar algo sem sentido.
E à aniversariante do dia: obrigado. Você me fez reaver algo essencial que perdi com esse tempo. No meio do tiroteio, esqueci que também sou humano: também sou alvo, ao mesmo tempo em que atirador. Esqueci que a dor que se causa eventualmente volta pra você. Afinal, sim, o mundo dá voltas. E esqueci que não sou imune à dor.
Amanhã, continuará o mesmo dia. A distância continua a mesmo. Mas pelo menos, eu sei que tentei corrigir meus erros. Os dias vão ter outro colorido de agora em diante.

E sim. As coisas vão começar a mudar por aqui.

- Ao som de: Circa Survive – House Of Leaves -

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Abandone Seus Amigos, Parte II

Parece que tem gente que tá muito bem familiarizada com esse blog. Admito que me surpreendi quando soube da impressão do meu post anterior. Obrigado, senti-me lisonjeado. Um verdadeiro artista. Mas como, mesmo após eu ter jogado toda a merda no ventilador, tem gente que ainda não se tocou que tá dando murro em ponta de faca, vou postar novamente sobre o assunto. Até porque quem eu quero que leia isso vai acabar lendo, que nem da última vez.
Um passarinho me deixou uma mensagem há pouco tempo atrás, e respondo à ele por meio desta: não, não estou feliz com o rumo que isso tudo tomou, ou com as consequências dele. Mas paralelamente, me sinto muito mais leve e em paz comigo mesmo após tomá-lo; tenho conseguido dormir melhor. E isso é suficiente. É fácil entender o porque das minhas ações. Acontece que os cúmplices também vão em custódia depois do assassinato. Se não, não seriam cúmplices. Aqueles que aceitaram essa situação, coexistem de bem com ela e participam dela de alguma forma perpetuam a ocorrência da mesma. Em linhas gerais: primeiro, até alguém lançar a primeira pedra, estariam todos com segundas intenções nas costas - e eu sempre fui aquele que lança a pedra primeiro pra ser seguido pelos que não tem coragem pra fazê-lo antes. Segundo, se eu não o fizesse, estaria colaborando pra ampliar o antro de falsidade que é esse buraco, e isso contradiz todos os meus princípios. E por último, pra me proteger. Veja bem, vocês são como um câncer. Se você não o remove por completo, ele dá um jeito de se regenerar. Nesse caso, se eu não me desligasse de toda e qualquer forma de vocês chegarem até mim, uma hora ou outra, vocês saberiam sobre minha vida. E quero morrer para você, se já não o fiz, assim como vocês morreram para mim.
Sim, eu disse que o faria, mas não o farei. Revi alguns conceitos depois de ter dito isso, e vi que, na verdade, nenhum de vocês foram meus amigos. Nunca foram. Amigos não tramam uns com os outros, ou aceitam que outros o façam. E de que você reclama? Eu não prometi que ia te fazer passar vergonha se ouvisse sua voz novamente? Não te disse que não queria nunca mais olhar nos seus olhos? Eu ainda te respondi! Você esperava o que, depois de tudo que aconteceu? Semprei perdoei todas as vilanias tramadas por vocês, SEMPRE! E repetidas vezes tive que me curar sozinho das mesmas mordidas de antigamente. Você queria, por acaso, que eu respondesse como eu sinto? Pra que?! Pra que você comercializasse minhas palavras a quem mais interessasse usá-las contra mim?

NÃO!

E não será assim, pois cada vez mais eu vejo estar certo. Ainda não senti cheiro de qualquer um dos filhos da puta traidores perto de mim pra pelo menos tentar pedir perdão - é, PERDÃO, se eu disser desculpas estou sendo eufêmico -, provavelmente porque sabem que eu os faria sofrer. Claro, pra que falar comigo se eu vou dar uma resposta grosseira? Claro, não tem sentido ir falar com ele, mesmo sabendo que ele vai ser um puta grosseiro - e com razão -, mesmo que eu mereça todas as palavras dolorosas que ele vai usar, e mesmo que a coisa certa a fazer seja essa, independente do resultado final. Pois é, aí que entra um valor chamado de "honra". Procura no dicionário o significado disso. É evidente que nenhum de vocês sabe o que significa.
Mas é como dizem, e eu preferi esquecer, na esperança de estar enganado: camundongos morrem ratazanas. Nunca o contrário. Gente sem alma nasce sem ela, e vive eternamente sem uma.
Se eu queria te fazer chorar? Não, quem quis foi você mesma. Quem escolheu esse caminho foi você, quando decidiu aceitar esse tipo de coisas e dar apoio a quem as faz. Quando decidiu acatar, e andar de mãos dadas com víboras desse calão. Agora, aguente as consequências de suas escolhas; e boa noite. Vou dormir em paz, finalmente.

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Peço desculpas se pareci exaltado, ou até mesmo contraditório, em certos momentos. Exprimi da melhor forma o que sentia na hora de escrever. Isso foi tudo um desabafo para mim, e como todo desabafo que se preze, fez os sentimentos virem à tona. Mas sentimentos não podem ser descritos em palavras; sílabas são apenas imagens, retratos de uma emoção. E imagens nunca demonstram com exatidão aquilo que refletem.

- Ao som de: Glassjaw - Tewt -

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Abandone Seus Amigos

Na primeira vez que te chamarem de "cavalo", você retruca, chamando a pessoa que te ofendeu de "idiota". Na segunda, você responde com um soco no nariz. Na terceira... Bem, talvez seja a hora de procurar uma sela, não é? Como eu tenho certeza de que não sou um verme como aqueles que me cercavam até pouco tempo atrás, eu escolhi sair dessa lama imunda em que estive até agora, antes que eu realmente comece a comer gente morta.
Aliás, minha banda vai bem, obrigado; a família, também, e obrigado por perguntar. Não acho que se importem, afinal, nunca perguntaram com carinho, mas com dedos cruzados nas costas e um punhal na outra mão. Engraçado como a hipocrisia de certas pessoas alcança níveis inacreditáveis. Fingir se importar com a alegria ou tristeza de uma pessoa só pra se ter informações pra vender não é nem falta de caráter. É quase prostituição. Bem adequado, aliás.
Mas tudo bem. Coisas ruins sempre acontecem em três, e nesse caso - e no caso dela ainda não ter percebido - a terceira sempre vai ser "a outra". Espero que a fantasia dure muito tempo. Ou que pelo menos bata o recorde de dois meses. Só não corra atrás do prejuízo mais tarde, pois minha posição continuará a mesma: continuarei fazendo questão de não ouvir o som das vozes de nenhum de vocês, ou qualquer coisa que o valha. Afinal de contas, admito que tenho um coração de ouro - embora eu o tenha escondido por muito tempo - mas que continua sendo um coração. Humano, e por isso, limitado. Sinto que o limite é ultrapassado quando tenho que andar armado nos corredores, pra não levar um tiro nas costas dos meus próprios companheiros, ou os que julguei serem meus companheiros. E como tudo que tenho feito ultimamente é sacar a porra da arma, eu vou acabar com esse circo.
Penso que esqueceram que eu também sei cuspir veneno pelos dentes; aliás, tenho certeza de que esqueceram que quem melhor sabe fazê-lo sou eu, talvez por falta de uma demonstração prática. Pois bem. Quem brinca com fogo, acaba se queimando. Só quero ver quem de vocês vai aguentar o calor.

Então, sejam felizes. Ou não. Tanto faz.
A sua tristeza é minha alegria. Sua alegria é minha total indiferença.

- Ao som de: Glassjaw - Hurting And Shoving (She Should Have Let Me Sleep) -

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Aonde Se Desenham As Linhas

A insônia que ataca nos momentos que precedem aquilo planejado há tempos.
Medo, preocupação; anseio, nervosismo. Uma vontade alucinada de adiantar as horas.
Um desejo de fazer tudo ser perfeito. Depois desse dia, pode ser tudo diferente.
Posso ser um ícone. Posso ser só mais um.
Um líder, ou um fantasma.
Roguei por minhas armas e armadura: água, contagens de um à dez, respiração.
Aquecimento, agasalhos, afonia. Salsep, Flixonase, Desalex. Últimos comandos.
E deixei sonhar. Abri os braços; agora, é tudo ou nada.

- Ao som de: Candiria - The Nameless King -

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Victor Hugo: A saga

Victor Hugo é um alegre rapaz que acredita ter super-poderes e que terá sua alma salva se for na Igreja todo Santo Domingo.


Também é um adepto à prática do esporte "Le Parkour", ou seja, "O Kaminho" em frânces.


Trata-se de um conjunto de acobracias que devem ser feitas em território metropolitano, usando os elementos da cidade que estejam ao seu redor, ou seja, não há um conjunto exato de movimentos definidos, permitindo o improviso.
(Dependendo do número de ossos que você quebra com uma manobra mais radical, você obtém mais pontos.)


No entanto, há sim alguns movimentos básicos, como o mortal.


No vídeo a seguir, podemos observar como Victor Hugo procura aprender esse movimento básico e as suas suadas, tristes e hilariantes falhas. Imagine-se passando na Praia de Icaraí e ver a cena ao vivo....?


Mas, bem, por fim, vamos ao vídeo. Obterá Victor Hugo sucesso em sua empreitada?









OMG! Ele conseguiu dar um mortal (fodido, mas dado, hohohoho)


Logo, vamos à moral da história:


Diante de uma dificuldade, força e persistência! Victor Hugo conseguiu dar um mortal, então você também consegue fazer qualquer coisa!





Namastê!





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OBS: Por falar em Namastê, repare nas Lojas Americanas (OBS 2: Abriu uma nova na Gavião Peixoto, Niterói). Eles estão com um estande fodíssimo para divulgar o lançamento do DVD com a 3ª temporada de LOST! Tem a representação da Estação Pérola e até produtos Dharma!!


DUDE! Eu também que ficar Lost!





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"(não) Coma no McDonald's, comente no Blog da Insônia. Mensagem Subliminar não existe"

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Um perfeito não-filho do amor

Opa...falta de criatividade, então vai aí uma redação da escola...


Narração com o tema: "Você é um dos quatro homens perfeitos criados por um cientista e inserido na sociedade. Um deles virou criminoso, outro se suicidou e outro virou presidente da república. Justifique tudo e fale o que você virou",


Bem esse é um resumo do tema....


Bah, aí vai a redação....


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Um perfeito não-filho do amor


Meu nome é Jacó, mas também sou conhecido como 03. Sou perfeito, sou a própria representação de Deus e do Homem Jesus na Terra. Amo-me acima de todas as coisas. No entanto, houve uma época em que amei outros. Apenas quatro pessoas, e por um curto período.
Não sou um filho do amor: fui gerado num tubo de ensaio e parido por uma voluntária, que não era virgem, mas ainda assim foi convocada por um ano. Este no caso era o Dr. Prometeus Abraão, que liderava uma pesquisa pioneira, na qual buscava criar o homem perfeito, livre de males e de pecados. Para todo o mundo, o Dr. Prometeus era um renomado e genial cientista. Mas para mim e meus três irmãos, frutos do experimento, ele era conhecido como Pai Abraão.
Cresci com meus três irmãos ao meu lado em todos os momentos. Eram eles: Isaac (01), Sara (02) e José (04). Vivíamos em um domo isolado do mundo, com quarto, banheiro, playground e sala de aula. O acesso era restrito, exceto para alguns poucos cientistas e para Pai Abraão, que além de brincar conosco e ser nosso professor, era o único autorizado a passar a noite conosco, quando contava maravilhosas histórias para dormirmos. Foi a melhor época da minha vida, quando fui mais livre de mim.
Aos 15 anos, Pai Abraão nos separou e nos jogou no mundo. Fomos obrigados a cortar o contanto com os outros, e essa proibição era impossível de driblar, visto que éramos sempre vigiados pelos governos que bancavam nossas vidas.
Sendo criaturas perfeitas, viramos celebridades instantâneas. Eu me adaptei muito bem a esse novo mundo. Fui convido a aparecer na TV. Adorei. E aí vieram convites para séries e filmes, o que me tornou a estrela que sou hoje. As pessoas são medíocres e me adoram. Nunca tenho dificuldade alguma para conseguir o que quero.
Isaac e José foram mais ambiciosos. Ambos queria o mundo. Mas o mundo é grande demais e tem muitos donos. Assim, Isaac se tornou presidente da república e Jacó se tornou um riquíssimo traficante de armas e drogas. Os dois são os únicos que ainda mantêm contanto (por baixo dos panos, óbvio), tanto profissional quanto afetivamente.
Já a pobre Sara não teve a mesma sorte. Minha infeliz irmã se apaixonou. A última vez em que nos vimos foi muitos anos após nos separarmos, no enterro de Pai Jacó, onde apenas nós dois fomos, visto que nossos irmãos são homens muito ocupados e procurados, respectivamente. Lá fiquei sabendo de sua situação. Não hesitei em frisar que a sua idéia era absurda, e qualquer fruto de seu amor seria imperfeito e falho. Acreditei que assim Sara desistiria de seu erro.
Ledo engano, pouco depois, minha querida irmão se jogou de seu prédio. Triste, porém revelador, graças à esta tragédia compreendi o resultado da experiência da qual nós fomos produto: Homens perfeitos não devem existir. Um perfeito não-filho do amor não foi feito para amar ninguém além de si mesmo.





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Pra descontrair:





Esse foi criativo....só que eu aposto que não comenta no Blog da Insônia....